O número de pessoas que ficaram desalojadas por causa das fortes chuvas em Rio Bonito, na Baixada Litorânea Fluminense, deve chegar a 1.200 nas próximas horas. A estimativa foi dada no final da tarde desta quinta-feira pelo coordenador da Defesa Civil Municipal, coronel do Corpo de Bombeiros Jomar Coimbra Cardoso, durante uma reunião entre representantes de todos os órgãos envolvidos no levantamento de vítimas e de estragos provocados pelo temporal. Até o final da tarde de quarta-feira, os envolvidos no trabalho tinham apurado 980 pessoas desalojadas, 30 desabrigadas, duas mortas e outras 14 feridas. O relatório parcial feito pela Defesa Civil Municipal mostra que 2.280 pessoas foram afetadas por problemas decorrentes das chuvas na cidade.

A reunião foi convocada pelo prefeito José Luiz Antunes, o "Mandiocão" para definir o papel dos representantes de cada um dos órgãos para reconstruir as áreas danificadas pelo temporal e também encontrar soluções para àqueles que perderam moradias.

- O trabalho não pode parar. É preciso continuar nas ruas para vencermos esses problemas - afirma o prefeito.

Além de membros do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil do Estado, a reunião contou também com a presença de representantes de todas as secretarias da prefeitura de Rio Bonito. A deputada federal Solange Almeida (PMDB) e o sub-secretário de governo do estado, Alexandre Felipe, também estiveram presentes ao encontro.

Apesar de possuir 53 mil habitantes, a cidade não possui um quartel do Corpo de Bombeiros. O prefeito entregou às autoridades estaduais dois ofícios que foram enviados em dezembro de 2007 e agosto em que ele cede uma área para a instalação dessa unidade no bairro do Green Valley.

- Até hoje, nada foi feito - afirma "Mandiocão".

Na reunião de quarta-feira, a cidade foi dividida em áreas que serão percorridas por grupos envolvidos no trabalho de avaliação das vítimas. Rio Bonito fica a 70 quiilômetros da capital e possui 53 mil moradores, em 162 anos de história nunca passou por situação semelhante.

Entre os transtornos causados pelo temporal, a vacinação contra a febre aftosa foi paralisada. As ruas de terra batida das localidades de Rio Vermelho, Rio Seco, Tomascar, Catimbal, Mata e Braçanã, na Zona Rural, se transformaram em lama e vem dificultando o acesso de carros nessas comunidades. Além disso, em alguns trechos, as vias foram bloqueadas por causa do barro das encostas.

Fonte: JB Online