Flávio Azevedo
A juíza Eleitoral de Rio Bonito, Roberta dos Santos Braga Costa diplomou na tarde da última quinta-feira (18), o prefeito reeleito José Luiz Alves Antunes (DEM), o vice-prefeito Matheus Neto e os 10 vereadores que foram eleitos nas eleições de cinco de outubro. A solenidade foi bastante concorrida e aconteceu na sala do Tribunal do Júri, do Fórum da cidade. Após a entrega dos diplomas, a juíza fez um breve comentário sobre a sua expectativa quanto a postura e comportamento que ela aguarda dos eleitos: “Que todos pautem os seus mandatos pela Lei, pela ética e visem sempre o interesse da população e o desenvolvimento de Rio Bonito. Além disso, espero que o povo seja realmente representado pela pessoas que escolheram”, disse a juíza ao lado do promotor Guilherme Macabu.
A diplomação estava marcada para as 14h, mas foi iniciada com cerca de uma hora e meia de atraso. Enquanto o início da solenidade era aguardado, todas as conversas giravam em torno do mesmo tema: o possível aumento do número de vereadores, que foi aprovado pelo Senado Federal na madrugada anterior. Em sua maioria, os vereadores eleitos no último dia cinco de outubro não acreditam que a medida seja aprovada para a atual legislatura. Já os suplentes estavam ansiosos por respostas concretas sobre o caso, que gerou um embate entre a Câmara Federal e o Senado, e promete ser tema de muitos debates nas rodas políticas e nas casas legislativas. O vice-prefeito Matheus Neto (DEM), que havia chegado na noite anterior (quarta-feira), de Brasília, afirmou que a Capital Federal está fervilhando. “Aonde você vai o assunto é só esse”, comentou.
A diplomação
Se os vereadores já estavam no local, na hora marcada, o prefeito José Luiz Mandiocão foi o último a chegar e o primeiro a ser diplomado. Ao ser convidado pela juíza Roberta Costa, ele foi muito aplaudido pelo público presente, composto em sua grande maioria pela equipe de trabalho de Mandiocão e seus assessores. Depois foi a vez da diplomação do vice-prefeito Matheus Neto, também muito aplaudido pelos presentes. Em seguida, os vereadores foram diplomados de acordo com o número de votos que cada um recebeu. Abner Alvernaz Júnior, o Neném de Boa Esperança (PTN), Carlos Cordeiro Neto, o Caneco (PR), Fernando Soares (PMN), Humberto Belgues (PSDB), Rita de Cássia (PP), Saulo Borges (PTB), Aliézio Mendonça (PP), Márcio da Cunha Mendonça, o Marcinho Bocão (DEM), Carlos André Barreto de Pina, o Maninho (PPS) e Marcus Botelho (PR).
Também foram diplomados, o primeiro suplente Damião (DEM), que não estava presente quando foi chamado, mas compareceu depois da solenidade, o segundo suplente José Goulart Veneno, o Zé da Padaria (PTN) e o vereador Dr. Jorge Brandão (PMDB).
Pouco à vontade em seu terno azul marinho, o vereador Nénem estava preocupado com o Certificado de Reservista, que ele acredita ter perdido. A falta do documento não impediu a diplomação, mas ele apresentou uma justificativa. Na mesma situação estava o vereador Marcus Botelho. O mais festejado pelo público, quando foi chamado pela juíza, foi o vereador Marcinho Bocão. Já o vereador Fernando Soares, ao ser convidado ouviu o grito: “fala presidente!”. O autor da brincadeira foi o colega Humberto Belgues, que se referia a provável escolha de Fernando para a presidência do Legislativo.
Emoção da diplomação
Fernando Soares, um dos estreantes do novo Legislativo, estava visivelmente emocionado ao falar sobre a sua trajetória, que, segundo ele, começou na última eleição, quando ele não conseguiu ser eleito. “Estamos chegando lá. É uma experiência nova, mas gratificante, estar aqui ao lado da minha família e dos meus amigos. Agora só falta a posse, mas a minha maior expectativa é em relação a presidência da Casa, que gira em torno do meu nome”, afirmou. Também eleito pela primeira vez, o vereador Marcinho Bocão comentou: “há cinco anos atrás, eu não imaginava que estaria aqui, mas agora que cheguei, a responsabilidade me preocupa. Apesar disso, sei que eu não estou sozinho nessa caminhada, porque Deus está comigo. Tenho certeza que eu também tenho o apoio desse povão querido de Rio Bonito”.
Depois da diplomação, o prefeito José Luiz permaneceu no Fórum por cerca de uma hora, para receber o abraço dos seus correligionários. Ele declarou a FOLHA que a emoção é a mesma que sentiu na primeira diplomação em 1992, quando foi eleito pela primeira vez. “É um grande privilégio estar representando pela terceira vez o povo riobonitense. Para mim, particularmente, é um marco. Isso foi possível porque o povo reconheceu o nosso trabalho, comparou e votou”, frisou. Mandiocão disse também que vai trabalhar e respeitar a população. “Continuo pedindo que Deus me dê força, inteligência, e proteção ao povo da minha terra. Agradeço a Deus, a minha equipe, aos eleitores e principalmente aqueles que não votam, como as crianças e os idosos”, destacou o prefeito, lembrando que o carinho e a carga positiva transmitida pelos eleitores ele transformou em energia.
Refletindo sobre o lugar que ocupa como vice-prefeito, Matheus Neto, disse que não tinha nada e acreditou na vontade de um grupo. “Foi bom colocar a idéia à prova e ver que o povo acreditou e nos deu a vitória. Em mim, hoje, não existe nada que não seja a vontade de trabalhar”, destacou. “A minha perspectiva é mostrar que as minhas ações não são de quem tem aspiração política, mas sim, de quem precisa zelar pelo mandato confiado pelo povo”, concluiu Matheus.
Balanço das eleições
A juíza Roberta dos Santos Braga Costa disse que faz um balanço positivo ao fim de todo o processo eleitoral. Ela também declarou que tudo correu bem, “inclusive no próprio dia da eleição”. A juíza destacou também os aspectos da disputada. “Como Rio Bonito não é tão grande, ele guarda essa característica de interior, que normalmente tem disputas mais acirradas e a participação popular é muito intensa. Mas graças a Deus a Justiça Eleitoral atuou bem, os candidatos respeitaram a Lei, e nós conseguimos, apesar de algumas intempéries, fazer com que a vontade do povo fosse respeitada”, pontuou.
Sobre a votação do senado, aumentando o número de vereadores no município, ela comentou que os juizes eleitorais estão aguardando uma notificação oficial. “O que eu sei é o que está sendo veiculado na imprensa. Aliás, eu ainda não sei o que efetivamente é preciso, para que haja um aumento no número de cargos de vereador. Me parece um processo que está muito no início e ainda sem nenhuma definição”, encerrou.