Guilherme Duarte

A professora de educação física Janaína Silva de Oliveira e o policial militar Marco Antônio Vicente, ambos acusados de participar do assassinato do milionário da Mega-Sena, foram soltos no último dia 19. Agora, apenas Ednei Gonçalves Pereira e o ex-PM Anderson da Silva de Souza, considerados “autores materiais” do homicídio, permanecem presos. A viúva Adriana Almeida e o ex-segurança de Renné, Ronaldo Amaral de Oliveira, já haviam sido soltos anteriormente.

Desta vez, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estendeu o habeas-corpus concedido, recentemente, à viúva do milionário, Adriana Ferreira de Almeida, à Janaína Silva de Oliveira e Marco Antônio Vicente. Segundo o STJ, as prisões dos três foram revogadas por ausência de fundamentação válida e excesso de prazo na formação da culpa. Ainda de acordo com o STJ, o pedido de extensão de habeas-corpus não pode ser concedido a Edinei Gonçalves Pereira e Anderson da Silva de Souza porque a situação processual dos dois é distinta.

Os seis acusados serão levados a júri popular. Depois de ter sido adiado por duas vezes, o julgamento ainda não tem data para acontecer. Renné, ganhador de um prêmio de quase R$52 milhões, foi morto no dia 7 de janeiro de 2007 com quatro tiros na cabeça. O crime teria sido encomendado por Adriana Almeida, que supostamente temia que o milionário se separasse dela e a deixasse de fora do testamento.