Flávio Azevedo
O governo federal anunciou esta semana que o salário mínimo, a partir de 1º fevereiro, será de R$ 465,00. O reajuste é de 12,05%. As centrais sindicais pleiteavam um aumento de 15% para o mínimo, mas a equipe econômica do governo entendeu que esse percentual seria muito elevado. O reajuste do piso salarial enche de esperanças os brasileiros, e eles já fazem planos de como gastar esse dinheiro. É o caso da aposentada Herodias Crespo do Nascimento, de 60 anos, moradora de Catimbau, que disse não fazer muita diferença, porque tudo aumenta antes do salário ser reajustado.
Ela aproveita a oportunidade para explicar como faz para que o seu dinheiro alcance o fim do mês. “O que faço é controlar os meus gastos para ir até o fim do mês, coisa que não dá para fazer. Até enfrentamos dificuldades, mas Deus ajuda e tem pessoas em piores situações e até com fome”, disse. A aposentada comprovou a popularidade do presidente Lula, quando comentou que “esse presidente melhorou um pouco a vida do assalariado, mas ainda falta muito para o povo viver melhor”, concluiu.
Para o delegado do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro em Rio Bonito, José Américo dos Santos, o salário mínimo é insuficiente para o empregado e muito alto para o patrão. Ele ressalta também, que o empregador sente o impacto do reajuste salarial quando ocorre o aumento e através dos impostos como FGTS, INSS, entre outros. José Américo frisa também, que o impacto do salário mínimo tornou-se maior quando o presidente Lula assumiu a presidência, porque ele deu ao Salário Mínimo um aumento real. “Esse ano, por exemplo, a inflação ficou em torno de 8%, mas o reajuste foi de 12,05%. Ou seja, o ganho real foi de 4%”, explicou o delegado.