Guilherme Duarte

Parece que a demora do governo estadual no auxílio as vítimas das chuvas no município de Rio Bonito tem deixado o prefeito José Luiz Alves Antunes, o Mandiocão, bastante insatisfeito. Prova disso, foi a declaração dada por ele durante uma reunião emergencial com representantes dos 11 municípios que formam o Consórcio Intermunicipal da Região Leste Fluminense (Conleste).

– Estamos sofrendo com as chuvas há dois meses e, até agora, ninguém nos ajudou com um centavo sequer. Tem muito barulho e pouca ação. Enquanto isso, a população sofre e fica em uma situação cada vez pior – disparou Mandiocão no encontro realizado na tarde da última segunda-feira (26), em Itaboraí.

Quem também esteve presente na reunião e fez coro com Mandiocão foi o prefeito de Tanguá, Carlos Pereira. Carlinhos, como é conhecido, chegou recentemente de viagem e também reclamou da demora do governo estadual. “O discurso está muito forte, mas a ação está muito fraca. Necessitamos de ações mais rápidas e imediatas, pois as chuvas devem continuar e me preocupo com a situação em que poderemos ficar”, reclamou Carlos Pereira. No último dia 22, a secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, esteve em Tanguá e prometeu ajuda aos moradores do município, atingido pelas fortes chuvas da semana passada.

Além das autoridades já citadas, participaram da reunião o presidente do Conleste, Cosme Salles, o diretor-geral do Consórcio, Álvaro Adolpho, e o subsecretário estadual de Governo da Região Metropolitana II, Alexandre Felipe Vieira Mendes. Apenas os municípios de Niterói e Magé não mandaram representantes para o encontro. Cosme Salles explicou o objetivo da reunião. “Estamos aqui para avaliar os estragos feitos pelas chuvas e as principais reivindicações de cada município. Faremos um documento conjunto e enviaremos amanhã (terça-feira, 27) para o Ministério das Cidades, o Governo do Estado, através do subsecretário Alexandre Felipe, e para a Petrobras, para que sejam avaliadas e tomadas as devidas providências de socorro”, afirmou Cosme Salles.

Segundo o diretor do Conleste, Álvaro Adolpho, as principais reivindicações dos municípios foram limpeza de rios e reformas de infra-estrutura, como reconstrução de estradas e pontes. Na oportunidade, o subsecretário Alexandre Felipe pediu que as autoridades municipais fizessem as solicitações de modo específico, porque dessa forma o atendimento ficará mais rápido. “Se cada um disser exatamente o que necessita, por exemplo, quantas máquinas, o tipo de equipamento e para quantas e quais ruas, fica mais fácil mensurar as necessidades e enviar ajuda”, esclareceu.