Denilson Santos
Cerca de 50 representantes dos municípios das regiões metropolitana e litorânea conheceram, nesta quinta-feira (12), todo conteúdo e estratégia do Programa Rio Rural do Governo do Estado, que pretende alavancar, ao longo de quatro anos, a agricultura familiar fluminense. O programa foi lançado pelo Subsecretário de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento – SEAPPA, Alberto Messias Mofati, em evento realizado na Casa do Futuro de Rio Bonito, que contou com a presença dos prefeitos de Rio Bonito, José Luiz Mandiocão (DEM), e de Tanguá, Carlos Pereira (PP), além do Presidente da Câmara de Vereadores de Rio Bonito, Fernando Soares (PMN), do Presidente do Emater-Rio, Justino Antônio da Silva, e de secretários de agricultura e técnicos da área agrícola de vários municípios.
O Rio Rural conta com recursos de US$ 39,5 milhões do Banco Mundial e contrapartida do governo estadual, para a promoção do desenvolvimento rural sustentável em 270 microbacias hidrográficas de 59 municípios fluminenses. O programa vai beneficiar diretamente 24,4 mil produtores com incentivos e outros 43 mil através da agregação de valor, produção agroecológica, capacitação, saneamento básico e aprimoramento de cadeias produtivas. O projeto, financiado pelo Banco Mundial, visa beneficiar principalmente pequenos produtores rurais carentes e em condições de vulnerabilidade social. “Não podemos continuar pensando agricultura como fazíamos há 10 anos, onde não tinha nenhuma preocupação com o meio ambiente. A intenção desse projeto é fazer esse trabalho com sustentabilidade. Temos recursos para abertura de estradas, saneamento rural e agricultura ambiental, ente outros. Neste momento, precisamos do apoio dos prefeitos, dos vereadores e dos agricultores de cada região, para que todos acreditem na eficácia do programa, pois vamos mudar a forma de fazer e pensar agricultura no Estado do Rio”, garantiu Mofati.
O prefeito de Rio Bonito, José Luiz Mandiocão, que também é produtor rural, se colocou à disposição para ajudar no sucesso da iniciativa, mas ressaltou que o Governo do Estado anda meio desacreditado no meio rural. Segundo ele, Rio Bonito ainda sofre os efeitos das enchentes que assolaram o Centro da cidade e a área rural, e não teve nenhuma ajuda estadual nem federal. “Não tivemos ajuda para reconstruir pontes, desobstruir estradas e reformar cerca de duas mil casas que correm o risco de desabar. O produtor rural não recebeu nenhum apoio para recuperar a sua produção. A prefeitura teve que arcar sozinha com essa responsabilidade. Mesmo assim, vamos torcer para que tudo dê certo e esses investimentos realmente venham e possam impulsionar a agricultura do nosso Estado”, afirmou Mandiocão.
Todas as estratégias, estrutura, metas, cronogramas e recursos do Programa Rio Rural foram apresentadas pelo Superintendente de Desenvolvimento Sustentável da SEAPPA, Nelson Teixeira. Ele garantiu que, se todas as etapas do projeto, estipuladas pelo Banco Mundial, forem cumpridas pelas prefeituras, o agricultores começarão a receber as verbas a partir do segundo semestre deste ano. “Todo o planejamento deve estar pronto em julho. Dessa forma, o dinheiro deve ser liberado no início de agosto”, explicou.