TEMPO DO TUDO... OU DO NADA?

Há tempos em que se tem tudo

Dinheiro, jóias, bens, status social

Orgulho sem medida

Caridade falsa às vezes aparece

Luxuosa em seus paetês

Bondade, que nada!

Pena dos menos favorecidos

Quanta maldade!

Falta de humanidade

Pobre rico miserável!

Lá no fundo do peito

Um espaço que não se preenche com nada

Mas, e as festas? As baladas? As noitadas inesquecíveis?

Com tanto prazer, ainda sobraria um vazio

No coração de algum ser?

Bebidas, mulheres, homens...

O seu momento invadindo o momento dos outros

E comprando, usurpando, usando os seres como produtos descartáveis

Frágeis às suas manipulações

Nada de sentimento, só prazer e tormento

Na óptica humana, parece ter tudo

Mas, a aparência engana os olhos

Sua desfaçatez promove uma essência que não existe

Há um íntimo

Um coração que bate no peito

Que o torna tão humano como qualquer outra pessoa

Nessa hora em que o “eu” se manifesta

A mentira se curva e a verdade vem à tona

É inevitável

Por que não ser um pouco mais singelo e leal?

Nesse tempo do tudo, o nada corre paralelo

E se torna bem mais significativo

É mais gritante, pede socorro, tem urgência

Antes de satisfazer o exterior,

Procure conhecer as necessidades intrínsecas

Que a riqueza e suas regalias

Jamais preencherão

Há um anseio além, que brota no horizonte do coração

Se este for atendido,

Não precisa se preocupar com o restante, não!