Flávio Azevedo
O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), que formou no primeiro semestre, 360 alunos, de sete escolas da rede estadual e municipal de Rio Bonito, vai continuar no segundo semestre. Os policiais militares Arnaldo Jr e Elielton Pires, instrutores do programa, já encontraram novas turmas. Em Rio Bonito, o Proerd está confirmado para acontecer em Boa Esperança, no 2º Distrito (Escola Municipal Dr. Kingston de Souza Mota), Rio do Ouro (Escola Estadual Profª Maria Lydia Coutinho) e no Centro (Escola Municipal Paulo Couto Pfeil).
Na formatura dos 180 alunos do Colégio Municipal Dr. Astério Alves de Mendonça, no dia 17 de julho, o então comandante do 35º Batalhão da Polícia Militar, o tenente coronel José da Silva Macedo Júnior, disse que cerca de 4 mil crianças participaram do programa nos cinco municípios do 35º Batalhão (Silva Jardim, Rio Bonito, Tanguá, Cachoeira de Macacu e Itaboraí). Para o diretor da Guarda Municipal de Rio Bonito, Vencerlau Machado, “o Proerd oferece cidadania, que uma das formas mais eficazes de combater a violência”.
A diretora do Colégio Municipal Dr. Astério Alves de Mendonça, Romilda Barreto, comentou que dos 1,8 mil alunos do colégio, apenas oito deles tem problemas com drogas. De acordo com ela, esses estudantes já foram identificados e estão sendo trabalhados juntamente com os seus pais. A diretora frisou a importância da vigilância, para que os alunos não sejam assediados por aliciadores no ambiente escolar. “Aqui, nós criamos regras que impedem a aproximação dos alunos das drogas. Já fui chamada de quadrada, de militar, mas não tem importância. O que importa é manter os alunos afastados das drogas e essas substâncias longe da escola”.
Na ocasião, o Padre Eduardo Braga, da paróquia de São João Batista, da Praça Cruzeiro, presente na solenidade, afirmou que vê no Proerd, a certeza de uma semente que começa a brotar no município. Porém, ele também cobrou a participação da família, sobretudo dos pais, na luta contra as drogas. “Apesar de tantas crianças terem participado, poucos pais estiveram aqui. As famílias precisam participar mais desse processo e ensinar os filhos a dizer não”.