Flávio Azevedo
A fiscalização “arbitrária” feitas nos quiosques da Praça Astério Alves de Mendonça, a suposta “apropriação indébita” dos recursos do Instituto de Municipal de Previdência de Rio Bonito (Iprevirb), a desordem no trânsito da cidade e a “falta de atenção aos desabrigados” dos bairros Boqueirão, Bosque Clube e Olarias, vitimados pelas chuvas, foram temas discutidos pelos vereadores, na sessão da última quinta-feira (17). Mas o que realmente chamou a atenção dos presentes foi uma denúncia de “distribuição de medicamentos vencidos” feita pelo vereador Carlo Cordeiro Neto, o Caneco (PR).
Segundo o parlamentar, uma moradora da Mangueira recebeu remédios vencidos da Secretaria Municipal de Saúde. As medicações eram para um jovem que recentemente, depois de um acidente, perdeu os movimentos dos membros superiores e inferiores. Ainda segundo Caneco, a família já havia recorrido a Justiça para garantir o transporte do jovem até a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), na busca por tratamento especializado. O vereador Aliézio Mendonça (PP), se juntou ao colega e comentou que em Braçanã, uma senhora está com o braço quebrado desde janeiro. “Ela está na fila de espera do Hospital de Traumato Ortopedia (HTO), mas a Prefeitura poderia pagar por esse serviço”, criticou.
Desabrigados
Destinada a atender as vítimas das chuvas que atingiram a região no fim de 2008 e início desse ano, a verba de R$ 1 milhão doada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em fevereiro ainda não foi utilizada. Para os vereadores, a verba que foi doada em caráter emergencial já deveria ter sido empregada. O vereador Aliézio Mendonça disse que sem o auxílio do poder público, os desabrigados já estão reconstruindo as suas casas com meios próprios, mas ele fez um alerta: “o verão está se aproximando e também está se aproximando as chuvas e temporais, e essas casas vão cair”.
Fiscalização dos quiosques
A fiscalização dos quiosques da Praça Astério Alves de Mendonça pelos fiscais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano também foi assunto. Uma fonte informou que o motivo da fiscalização foi porque os proprietários dos quiosques descaracterizaram o local. O vereador Humberto Belgues (PSDB) foi o primeiro a falar durante as suas explicações pessoais. De acordo com ele, o chefe do Executivo precisa usar o Código de Posturas do município com bom senso, “porque fiscalizaram os quiosques da Praça Astério Alves de Mendonça, alegando desordem, mas na Av. Sete de Maio não foi ninguém. As mesmas coisas que acontecem num lugar acontecem no outro. Porque só mexeram no local frequentado pelas pessoas mais humildes?”, disparou.
Segundo o vereador, “agora, a novidade é fiscalizar os comerciantes que estão regulares e deixar a vontade, aqueles que estão ilegais e são adeptos da pirataria”. Já o vereador Saulo Borges (PTB), lembrou que com o falecimento do ex-secretário de Desenvolvimento Urbano Luis Francisco Soares, os projetos para o ordenamento da cidade que estavam sendo discutidos junto com os integrantes do Pólo Comercial, que estão esquecidos. “A cada dia que passa a cidade sofre mais com os descumprimentos. Na verdade está faltando um pouco mais de ação e atitude a essa Casa. Precisamos cobrar o cumprimento da Lei e garantir o direito dos cidadãos”, sugeriu o vereador.