Paulo Victor Magalhães

O executivo de Tanguá, Carlos Pereira (PP), juntamente com os prefeitos do Consórcio de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste), Washington Quaquá (PT), de Maricá; Marcelo Zelão (PT), de Silva Jardim, e Rafael Miranda (PP), de Cachoeiras de Macacu, se reuniu na Câmara Municipal do município, na última quita-feira (17), com a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, para tratar da política habitacional no Leste Fluminense e os Investimentos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.

O encontro foi organizado pelo presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deputado Rodrigo Neves (PT), e contou também com a presença do presidente da Câmara de Tanguá, Alfredo Marins (PT), da representante da Caixa Econômica Federal, Cláudia Bruno, secretários de governo, como Lílian Antunes, responsável pela pasta da Habitação de RB.

Carlos Pereira, que também preside o Conleste, disse que entre as finalidades do Consórcio, a principal é buscar soluções e parceiros para realizar projetos que desenvolvam a região como um todo, dando uma atenção especial para a habitação. Segundo ele, a grande preocupação no momento é criar políticas habitacionais para suprir o crescimento das cidades, com as pessoas que estão chegando para trabalhar e morar nos municípios que têm obras do Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj).

“A nossa preocupação é como atender a demanda de habitação na região, tendo em vista os investimentos da Petrobras, que deve se preocupar mais com o desenvolvimento social, na instalação do Comperj. A população vem crescendo rapidamente e será necessário um plano habitacional específico para este momento, que já vem trazendo conseqüências negativas para várias cidades”, alertou Carlos Pereira, que destacou atenção, também, para as questões de saneamento, transporte público e mobilidade urbana, afirmando que o Conleste nasceu para enfrentar as questão que estão por vir.

Para o deputado Rodrigues Neves, o desafio do Governo Federal é aplicar o investimento do Comperj no desenvolvimento do Leste Fluminense, trazendo perspectivas positivas para os seus moradores. Atualmente, mais de 4 mil pessoas trabalham nas obras de TerraPlanagem do Comperj, e, até o fim do ano, cerca de 16 mil pessoas estarão empregadas no local, segundo o deputado.

“A favelização e o alto índice de desemprego que aconteceram em Macaé, com o crescimento do setor naval e offshore, não podem ocorrer nessa região (Conleste). Por isso, precisamos ter habitações suficientes para absorver os empregos que estão sendo criados e as pessoas que estão se instalando nos municípios. Temos que organizar ações conjuntas, para que os resultados sejam positivos em todos os sentidos, ainda mais porque, com toda certeza, as obras do Comperj fazem desta região a mais promissora da América Sul”, sustentou Rodrigo Neves.

De acordo com a secretária Nacional de Habitação, o déficit de moradias na região vai crescer no decorrer dos próximos anos. Inês Magalhães aponta que deve haver uma confluência de interesses efetivos para desenvolver uma agenda urbana que dê condições para aumentar o mercado de moradias populares.

“Tudo precisa de um planejamento. Os prefeitos querem os recursos e o Governo quer realizar as obras. Vamos nos unir e todos sairão ganhando. Temos interesses em comum e precisamos de objetivos bem definidos. Essas ações fazem avançar, com segurança, nas negociações habitacionais do Conleste”, afirmou Inês Magalhães.

A secretária criticou ainda que dos nove empreendimentos habitacionais da região, nenhum ainda foi construído, somente as contratações foram feitas, sendo que nenhuma em Rio Bonito. As contratações de Itaboraí, Maricá, Niterói e São Gonçalo, juntas, somam R$ 78 milhões.

Durante o encontro, o presidente do Conleste solicitou às autoridades políticas presentes que entregassem, como pedido na ocasião do convite para o evento, a demanda do Consórcio nos últimos dois anos, com projetos de integração da área de saúde, de qualificação profissional da população, da agenda 21 ampliada (regional) e de mais habitações para a região, que será encaminhado Ministério das Cidades e para a Casa Civil, através da secretária Inês Magalhães.

Qualificação

O prefeito de Maricá salientou que, por conta do desenvolvimento do Leste Fluminense, os profissionais devem passar por processos de reciclagem periodicamente:

“Os operários devem ser qualificados e requalificados, com o passar do tempo. O profissionalismo destes faz parte do desenvolvimento dessa região”.