Paulo Víctor Magalhães
O Núcleo de Defesa Agropecuária de Tanguá (NDA), com área de abrangência em Rio Bonito, Silva Jardim e Tanguá, ligado a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (SEAPPA), lança, no próximo mês, a segunda fase da campanha de vacinação contra febre aftosa entre bovinos e bubalinos (búfalos), machos e fêmeas, e de todas as idades. O animal que foi vacinado em maio deve receber a segunda dose, que pode ser aplicada durante todo o mês de novembro.
De acordo com a chefe do NDA de Tanguá, Ana Christina Novaes, o dono de rebanho deve comprar a vacina em lojas do ramos, que entregam, juntamente com o material, a declaração de vacinação, e a nota fiscal:
“Logo depois que o animal é vacinado, o proprietário deve preencher a declaração com todas as informações sobre o bicho e entregar ao NDA de sua abrangência, juntamente com a nota fiscal de compra da vacina, em um prazo de cinco dias úteis,preferencialmente. No caso dos rebanhos de Silva Jardim, Tanguá e Rio Bonito, o registro deve ser feito no núcleo de Tanguá, que fica Rua Demerval Garcia de Freitas, nº. 88”.
Ana Christina Novaes alerta ainda que o prazo final de entrega da documentação é no quinto dia útil de dezembro, que cai no dia 7:
“Mas é muito importante que esse processo seja feito o mais rápido possível, porque temos que enviar todos os dados do rebanho local para o Ministério da Agricultura, em tempo hábil de fazermos um perfil da região. Caso o produtor não cumpra essa determinação, ele será multado pela Secretaria Estadual de Agricultura”.
Transmissão - A Febre Aftosa pode ser transmitida através de alimentos contaminados ou do contato com animais doentes, assim como através de equipamentos veterinários, roupas, botas, veículos e arreios. O vírus também é transmitido pela carne, pelo leite, pelos derivados e, ainda, pelo sêmen do animal infectado.
Contágio - O vírus penetra no corpo do animal, multiplicando-se rapidamente, provocando febre alta (40º a 41º C). A partir da ação do vírus no organismo, os animais tem salivação excessiva, provocada pelas aftas, nas mucosas da gengiva e da língua. Com o aparecimento das lesões, os animais não conseguem se alimentar, já que o quadro clínico é extremamente doloroso.
Entre as unhas e na coroa do casco aparecem feridas, também provocando muita dor, impedindo o animal de andar, podendo permanecer deitado por longo período. Normalmente, há infecções secundárias provocadas por bactérias, o que complica, ainda mais, a situação do animal. Em suínos, pode causar a perda das unhas.
No caso das fêmeas, as feridas podem atingir os canais por onde passam o leite, provocando mastite e perda de tetas.
Prejuízo – Em propriedades que forem notificadas com casos de animais contaminados com a doença, pode haver interdição, proibição do trânsito de animais e comercialização de seus produtos (carne e leite) e subprodutos, e sacrifício dos animais, aumentanto a perda econômica.
Dados - No Estado do Rio de Janeiro, não é registrado foco de Febre Aftosa desde 1997. Mas, como medida preventiva, já que focos em outros estados do País podem se alastrar, a vacinação é de suma importância. Por isso, para manter o rebanho protegido, é necessário que a saúde do animal seja acompanhada através da Guia de Trânsito Animal (GTA), que comprova a procedência destes, bem como suas últimas vacinações.