Que em 2010 vejamos menos incompetência e oportunismo!

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

Essas palavras escritas por Rui Barbosa, talvez, durante uma visão dos dias atuais, geralmente é usada para definir os políticos e as pessoas que exercem algum cargo de liderança como gente desonesta. Aliás, a grande imprensa, diuturnamente, quer nos fazer acreditar que os políticos são bandidos e ladrões. Figuras que existem apenas para nos prejudicar e para usar de maneira indevida o dinheiro público. Quando nós nascemos, já dentro de casa, nossos pais, que também foram ensinados dessa maneira, nos ensinam que não existe honestidade nesse meio.

Mas esse é o grande engano! No meio político e entre as pessoas que exercem algum cargo de poder ou liderança, a quantidade de gente honesta e desonesta é igual. Ou seja, mínima. Na verdade, a política está povoada por alguns desonestos, pouca gente honesta, na concepção da palavra, vários espertinhos, um grande número de oportunistas e uma esmagadora maioria de pessoas incompetentes para o cargo que exercem. Mas isso só acontece, porque o brasileiro ainda não aprendeu votar, o que é perfeitamente natural, se levarmos em conta, que esse direito é muito recente.

Outro exemplo: nem sempre será um bom político, aquele sujeito que toma uma cerveja ou um cafezinho com você no botequim. O sujeito que fala com todo mundo, é querido por toda a comunidade e carrega a marca de ser muito simpático e popular, nem sempre será um bom político. O cara que carrega todos os doentes para o hospital e faz da própria casa um abrigo, infelizmente e geralmente, também não será um bom político. Essas providências são necessárias, mas devem ser exercidas de maneira diferente do que vemos por aí.

Quando votamos em pessoas com esse perfil, acontece o que temos visto em larga escala. Gente que é muito querida na sua comunidade, que perde da noite para o dia, o carinho e o respeito dos amigos e até da família. Mas isso acontece, porque o político e os seus colaboradores acreditaram que conseguiriam levar o assistencialismo que praticavam para a política. Mas não conseguem, porque a estrutura do poder não foi criada para o assistencialismo, e sim para o estudo, para reflexão e para a criação de leis que beneficiem a coletividade.

Geralmente ouvimos a queixa: “Gente, o político tal sumiu!”. Amigo, isso não é problema, se as obras e benefícios, para a população, estiverem sendo garantidos. Outro comentário comum: “Faz tanto tempo que eu não vejo o deputado (a), o prefeito, o vereador, o secretário!”. Qual o problema? Se a educação, a saúde, a segurança, o emprego, o transporte, a arrecadação, entre outras coisas, estiverem melhorando a cada dia, que ele fique sumido. Afinal o político também é ser humano, tem família e filhos para dar atenção e deveria ter uma carreira profissional de onde sairia o seu sustento.

Acredito que nesse momento o leitor pode estar se perguntando sobre a questão da compra de votos. Pasmem os senhores! A compra de votos só existe porque o leitor também é incompetente. Ele vende o voto porque não tem competência para escolher o melhor candidato. O brasileiro é preguiçoso, não gosta de ler, não é chegado ao estudo. Acha chato ficar refletindo sobre determinados assuntos.

Por isso amigo, volto a dizer, existem as pessoas oportunistas e incompetentes. E esse fenômeno acontece com os políticos, com quem exerce cargos de liderança e também com aqueles que colocam nesse lugar as pessoas que lá estão. Portanto, que no ano vindouro, nós sejamos menos incompetentes, menos oportunistas, e mais, reflexivos, ponderados e, sobretudo, que saibamos fazer a escolha certa, porque 2010 é ano de eleição. Em outubro, vamos escolher presidente, governador, senadores e deputados.