Lívia Louzada

A eleição para a diretoria do Conselho Comunitário de Segurança (CCS) de Rio Bonito, as mudanças no trânsito do município, e o aumento da criminalidade com a instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, foram alguns dos assuntos discutidos na manhã da última segunda-feira (30), na reunião do CCS, que aconteceu na Câmara dos Vereadores.

A votação da nova diretoria deve acontecer na próxima reunião, dia 20 de setembro. Os interessados em ocuparem os cargos de presidente, vice-presidente, primeiro e segundo secretários, e diretor social, devem procurar a 119ª Delegacia de Polícia de Rio Bonito ou a 3ª Companhia de Polícia Militar da cidade, portando CPF, Carteira de Identidade e comprovante de residência, até o dia 15 do mesmo mês.

As recentes mudanças no trânsito da cidade foi uma das questões que mais se discutiu na reunião. O presidente do CCS, José Balbino, destacou, “que mesmo com as mudanças, a cidade ainda continua precisando do agente de trânsito”, um pedido feito pela entidade há alguns meses, e cujo projeto ainda tramita na Câmara dos Vereadores.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class, disse que concorda com o presidente, e que algumas pessoas não estão respeitando as novas regras do trânsito da cidade. “Há pessoas que pedem melhoras, que vão a reuniões sobre o assunto, e que mesmo assim fazem fila dupla, não respeitam a faixa de pedestre, ou estacionam em lugares proibidos. Todos tem que colaborar, cada um tem que fazer a sua parte”, argumentou.

Ao ser indagado sobre a dificuldade do pedestre atravessar o cruzamento das ruas Dr. Mattos, Pinto Coelho Júnior, e Avenida Sete de Maio, o secretário disse que há um projeto para a instalação de um sinal de trânsito no lugar, mas que a aprovação do orçamento para o projeto, também se encontra na Câmara, a espera de aprovação. “Infelizmente a Câmara não está entendendo algumas necessidades”, completou Isaías.

Criminalidade em alta

O aumento da criminalidade na região, também foi tema da reunião do CCS. O comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar de Rio Bonito, capitão João Paulo, disse que recentemente participou de uma reunião com a Secretaria de Segurança do Estado, e o Instituto de Segurança Pública (ISP). O tema do encontro, foram os impactos que a instalação do Comperj, deverá trazer, também para Rio Bonito.

“Na reunião, pediram sugestões para melhorar o policiamento, então sugeri um destacamento da Polícia Militar no distrito de Basílio. Isso é o mínimo que se pode fazer para ampliar o policiamento na cidade. Basílio é cortado pela Rodovia BR-101, que é uma rota de fuga para bandidos que agem na localidade, por exemplo”, avaliou o capitão.

Ele ainda citou o exemplo de Macaé, para explicar os problemas que Rio Bonito pode ter, caso o crescimento da cidade não seja planejado. “Se não houver preparo, iremos pagar a conta. Um exemplo é Macaé, que em 15 anos virou uma cidade com problemas de cidade grande. Já estamos vendo alguns problemas surgirem, mas tenho certeza que o que vemos hoje, aumentará 50 vezes”, concluiu.

Saidinha de Banco na hora da reunião

Durante a fala do comandante da PM, um guarda municipal avisou ao cabo Garcia, que também estava presente na reunião, sobre um assalto que acabava de acontecer na rua da Prefeitura (Monsenhor Antonio de Souza Gens) . Um empresário foi vítima de mais uma “saidinha de banco”. Foram roubados R$ 5 mil, que ele tinha acabado de sacar na agência do banco Itaú, localizada a cerca de 100 metros do prédio da Prefeitura, onde acontecida a reunião do CCS. Um outro homem que conversava com ele no local, teve roubados uma aliança e a chave do carro.

O capitão e o cabo se dirigiram imediatamente para o local, onde ficaram sabendo que mais uma vez, a ação foi praticada por um homem armado e de moto. Os policiais ainda tentaram capturar o bandido, mas ele não foi encontrado.

Também estiveram presentes na reunião do CCS, o vereador Marcinho Bocão, a secretária de Educação e Cultura, Ana Maria Figueiredo; o presidente do Conselho Tutelar de Rio Bonito, Alessandro Silva; e os representantes da Polícia Civil e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o policial Guilherme Boy e o presidente da comissão de segurança da OAB, Romero Valentim, respectivamente.