Flávio Azevedo

Com o objetivo de discutir a ampliação da área central e comercial da cidade e o ordenamento urbano do município, empresários do setor de construção civil se reuniram com o prefeito José Luiz Antunes (DEM) para discutir e propor mudanças, sobretudo para o Centro de Rio Bonito. Durante o encontro, que aconteceu na tarde da última quinta-feira (7), na sala de reuniões da Prefeitura Municipal, também foi discutido o gabarito de construção da cidade, que é estipulado em oito pavimentos.

Representando o setor da construção civil estavam os empresários Aécio Moura, Gibran Mansur, Manoel Bonelli e Carlos Léo. Para os empresários, Rio Bonito, é, hoje, o município mais procurado da região por inúmeros investidores, que, atraídos pelo Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), estão buscando moradia e espaço comercial na cidade. Natural de Belo Horizonte, o engenheiro Carlos Léo, que há 38 anos trabalha no setor, afirmou que gostou bastante da qualidade de vida oferecida por Rio Bonito, “onde pretendo morar”.

O empresário, porém, fez um alerta: “eu já viajei bastante, trabalhei em muitos lugares, inclusive em Volta Redonda, onde está a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e posso dizer com tranquilidade, que o Comperj é o maior investimento que eu já vi. Os senhores não imaginam o que vem por aí e as cidades deveriam estar se preparando, porque nós não temos noção do impacto desse empreendimento”.

O prefeito José Luiz afirmou que todas as decisões sobre esse assunto devem ser tomadas com cuidado. Ele também revelou que a prefeitura está fazendo estudos, mas todos os setores da cidade serão ouvidos.

– Nós estamos preocupados com essa situação, porque daqui pouco não veremos mais a Serra do Sambê. Além disso, Rio Bonito tem características que não podem ser perdidas, porque são particularidades responsáveis pela nossa qualidade. O crescimento é sempre bem-vindo, mas deve ser feito de maneira mais adequada. O nosso interesse é fazer alguma coisa que seja boa para todo mundo – analisou.

Mudanças

Durante o encontro, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class, fez uma apresentação mostrando as mudanças que poderão acontecer no futuro. Segundo ele, o centro comercial pode ser ampliado para a Av. Manuel Duarte (da Bela Vista até a Padaria Guimeshe), e Av. Sete de Maio, que por ter ruas amplas é um local muito valorizado. De acordo com o secretário, as ruas transversais dessas novas áreas devem ser preservadas com a arquitetura e característica de cada localidade.

– Nós preparar e enviar esta mensagem à Câmara de Vereadores, eles irão apreciar, e nós esperamos que a proposta seja aprovada, porque ela representa mudanças importantes para o crescimento ordenado do município – analisou.

Casas geminadas

A construção de casas geminadas, especialidade de alguns empresários da construção civil da cidade, também foi discutida. Empresários e representantes do poder Executivo estão preocupados com a nova tendência de construção, que alguns chamam pejorativamente de “casa de Pombo”.

– O problema é que onde seria construída uma residência, em algumas ocasiões, são erguidas sete moradias, o que representa uma série de impactos para o município – comentou o prefeito José Luiz.

O empresário Gibran Mansur comentou que “de acordo com o espaço da propriedade, é possível que sejam construídas até três residências, logo que elas sejam feitas dentro de padrões pré-estabelecidos”. O empresário Aécio Moura afirmou que alguma providência deve ser tomada, “mas impedir as construções multifamiliares pode gerar desgaste político. Talvez, se fossem autorizadas apenas construções bi-familiares ou tri-familiares o impacto seria menor. Não podemos esquecer também, que quando a oferta de moradia é baixa, o preço é alto, mas quando essa oferta é alta, o valor é mais baixo”, disse Aécio.

Ainda segundo o empresário, o tema deve ser debatido com muita tranquilidade, porque “recentemente, alguns empresários fizeram uma aquisição de cerca de R$ 2 milhões, no bairro Bela Vista, e eles poderiam ser prejudicados com as mudanças do Código de Construção Civil. Nós também não podemos esquecer que as mudanças acontecerão em pontos específicos do município”.

 

 

Residências de mais num terreno só.

Ampliar o Centro comercial da cidade para a Bela Vista, Av. Sete de Maio, Av. Manuel Duarte, preservando as ruas transversais.

Empresários da construção civil.

Empresários da construção civil.

Temos que ter cuidado, porque daqui pouco nós não veremos mais a Serra do Sambê. Temos que crescer de maneira mais adequada.

Gibran – Cuidado com as casas geminadas. Temos que ter cuidado.

Aécio Moura – Aqui nós não temos qualidade de vida, é gostoso viver aqui e como aconteceu em Macaé, o município xxxxxxxxxxx. O nosso metro quadrado está muito caro e vai chegar um momento que vai ficar impraticável e a cidade está crescendo.

Isaías – precisamos impedir o crescimento desordenado porque senão nós teremos problemas.

Mandiocão – estamos fazendo estudos, mas todos serão ouvidos, porque o nosso interesse é fazer alguma coisa que seja bom para todo mundo.

Empresários da construção civil. Temos interesse em contribuir.

Gabarito – Não teremos mais investimentos na construção civil, ou seja, novas edificações.

Isaías – Proposta de alteração no código de obras, com o objetivo de estimular e ordenar o crescimento do município. Apresentação em Data Show.

Comércio, serviço e multifamiliar (ZOCE – zoneamento central).

Fica compreendida todo m²

Aumentar na MO 12 sem mexer na Zona Central.

Aécio – se não viabilizar para o empreendedor, ele vai embora.

Para coibir o crescimento desordenado e a proliferação de casas geminadas.

Zona Residencial

Zona Presidencial

Sugestão – não impediria casa multifamiliar, mas bi-familiar. O problema é o puxadinho. Não podemos vedar por completo para não ter problema.

Aécio – Pouca oferta de casas é valor alto. Muita oferta de moradia o valor é baixo.

Bela Vista – Centro, Green Valley e Mangueirinha.

Densidade – Terrenos acima m² área mínima por unaminidade.

Na Av. Manuel Duarte, trecho entre o barracão da prefeitura até o viaduto. Para estimular o serviço e o comércio. Gabarito máximo de quatro andares.

Engenheiro Manoel Bonelli.

O prefeito contou a história de 2004.

Carlos Leo – tenho 62 anos, 38 anos engenheiros de projeto Tanque.

Pelo que eu vi e pelo volume e grandiosidade do Comperj.

Eu vi o crescimento de Volta Redonda e os senhores não tem idéia do que será o crescimento da nossa região.

Se falarmos em coisas menores, estamos falando em 140 milhões.

Fui a Itaboraí a cidade não me agradou. Cheguei em Rio Bonito e descobri que era o que eu queria.