
1) A REALIDADE É OUTRA
Olhar a beleza que a mídia apresenta, faz os mais sensíveis viverem num conto de fadas. O romance, muito bem planejado, com um casal “lindo de viver”, como se problemas conjugais não existissem... Os desafios, caracterizados por cenas de intensas aventuras, encontram saídas interessantes e muito fáceis. As coincidências estão sempre presentes e evidenciam o óbvio. Dá gosto assistir, dá vontade de ter uma vida “igualzinha” a do “mocinho” porque o “bandido” é mau e assusta. Suas artimanhas são incríveis... E até parece que não vemos coisas piores na “vida real”...
Mas, quando desligamos a TV, somos obrigados a encarar uma dura realidade, a nossa realidade: não tem fantasias nem um roteiro bem-bolado, o que acontece é de verdade e as respostas dependem do nosso posicionamento. Nessas horas, se for comparar com a ficção, ficamos frustrados e sem prazer de viver... “Por que eu tenho que resolver isso sozinho, se a ‘princesa’ da novela teve apoio? Quem poderá me defender?” No momento, até o “Chapolim Colorado” está muito ocupado e jamais virá atender ao seu clamor. O resultado depende das suas escolhas. Você é o responsável em dar tom, ritmo e emoção para esse filme, que “roda” independente de sua vontade, ele tem curso natural.
Ao compreender que “a realidade é outra”, força o ser humano a buscar alternativas talvez nunca imaginadas. As cenas que presencia na televisão já não surtem tanto efeito no seu cotidiano porque entendeu o mecanismo: lá é ilusão, aqui é ação de verdade. Mesmo, em pleno século XXI, ainda existem pessoas enganadas com a TV, não sabem separar o real do irreal e isso gera medo, angústia e muda toda a rotina de vida só por ter confundido “tela da TV” com a “tela do real”.
Encare sua realidade como uma forma de te manter em atividade: você é obrigado a agir, questionar, responder, atender, observar e provar que é capaz, sim, de dar “ponto final” em muitas “situações chatas” que aparecem somente para perturbar. Esse movimento obriga a você projetar um caminho que conduz a um futuro promissor. Por isso, faça do seu filme um longa-metragem inesquecível na história da humanidade.
2) CANTA RIO 2006
Quem não foi ao evento gospel ‘Canta Rio 2006’, na Enseada de Botafogo, no último dia 7, às 16h, pôde acompanhar toda a festa pelo site da rádio ‘93FM’, que fez exibição ao vivo. Coisas da modernidade.
3) CANTA RIO 2006 II
A prefeitura do Rio permitiu que o ‘Canta Rio’ tivesse horário máximo até às 22h30m. Mas, com os imprevistos, o evento estourou o tempo e a comissão organizadora solicitou mais meia hora e a prefeitura não negou. Depois da cantora Aline Barros, se apresentariam o cantor Kleber Lucas e a banda Oficina G3, mas o tempo não permitiu. Para explicar ao público o compromisso com o tempo determinado, estes últimos artistas subiram ao palco e fizeram uma oração para encerrar o evento. Foi compreensível.
4) VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Cresce cada vez mais a violência no país e, conseqüentemente, no Estado do Rio. De acordo com a assistente social do Programa Sentinela de Itaboraí, Jordana Marinho, 25 anos, a maioria dos casos atendidos é de violência sexual contra crianças e adolescentes. “Este tipo de violência engloba questões culturais, financeiras, relações de poder, enfim, também devemos considerar que todas as formas de violência fazem parte de uma violência”, explicou.
Ela acredita que a violência doméstica pode ser resultado da dificuldade financeira que a família vive e, portanto, desconta nos mais frágeis. “Quando falamos em ‘mais frágeis’ nos remetemos à relação de poder, onde os adultos têm mais poder que as crianças. É claro que a questão financeira (como o desemprego) é um gerador de estresse que pode desencadear um descontrole dos pais para que então estes venham a agredir seus filhos, mas a relação de poder está presente. Dificilmente você vai ficar ‘nervoso’ e bater no seu chefe ou em outra pessoa que tenha mais ‘poder’ que você”, disse.
Jordana, que também atua no Programa de Atendimento Integral à Família (PAIF) e no Plantão Social da Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Bem-estar Social, ambos em Rio Bonito, informa que os dados estatísticos evidenciam que a classe baixa é a classe da sociedade onde mais casos de violência contra a criança e o adolescente são notificados. “Isso não quer dizer que a violência, em todas as suas variáveis, não ocorra na classe média e alta. Acontece, sim, e muitas vezes não é notificada (vale lembrar que os casos não notificados nos órgãos competentes acontecem independentes da classe social)”, destacou.
A assistente social acredita que a violência advém da estrutura cultural, do contexto de violência estrutural e questões financeiras. “Acredito que a impunidade, infelizmente, é um grande aliado daqueles que violam os direitos das crianças e dos adolescentes. Para se ter idéia, dos 301 casos atendidos até junho de 2006 pelo Programa Sentinela de Itaboraí, menos de dez agressores foram punidos, ou seja, presos”, afirmou.
5) HISTÓRIAS NO TAPETE
A Prefeitura do Rio, por intermédio da Secretaria das Culturas, o coletivo de artistas ‘Costurando Histórias’ e o Centro de Referência do Teatro Infantil / Teatro do Jockey convidam para a temporada do espetáculo “Poemas, Cantigas e Parlendas no Tapete”. A temporada vai até dia 1º de outubro. A atriz responsável, Daniela Fossaluza, dá um aviso: “estamos nos apresentando no teatro, em vez da salinha de leitura, porque a cantoria está boa, repleta de memórias e colorida de sorrisos! Tem espaço para todo mundo. Apareçam e reapareçam!”.
O evento é indicado para crianças a partir de dois anos. Sábados e domingos, às 11h. O ingresso custa R$ 12 (estudantes, crianças e maiores de 60 anos pagam meia).
O Centro de Referência do Teatro Infantil – Teatro do Jockey fica na Rua Mario Ribeiro, 410, Lagoa, com estacionamento gratuito. Os pedestres podem entrar pela Rua Bartolomeu Mitre, 1110, Gávea. Mais informações, ligue para (21) 2540-9853. Vale a pena conferir!
QUEM INDICA O QUÊ 
QUEM? Daniela Fossaluza.
OCUPAÇÃO: Atriz, contadora de histórias e coordenadora do coletivo de artistas ‘Costurando Histórias’.
INDICA O QUÊ? O livro “Mulheres que Correm com os Lobos”, da autora Clarisse Pinkola Esthés.
SUA OPINIÃO: É um livro muito bonito que o tempo todo conta histórias, fala sobre o sentido de contá-las, por que contá-las e por que narrar as mesmas histórias através dos tempos diferentes que passam.