Eloísa Leandro
Apesar das eleições em Rio Bonito terem começado num clima tranqüilo, no último dia primeiro, à tarde ocorreram brigas e crimes eleitorais em alguns pontos de votação. Segundo a juíza eleitoral da cidade, Renata Gil, cerca de 40 pessoas foram detidas pela Polícia Federal fazendo boca-de-urna e campanha coletiva, sendo a maioria para um candidato local, mas foram liberados por volta das 16h40min para votarem. Pela manhã, o assessor de um candidato e o sobrinho de outro se envolveram num briga com um menor de idade, em frente ao Colégio Rio Bonito. No final da tarde, um homem foi acusado de tentar votar pela segunda vez em uma seção no Centro da cidade, mas como não foi pego em flagrante, acabou sendo liberado. No final da tarde, outros eleitores partiram para a agressão corporal e provocaram tumulto, em frente a Escola Estadual Profª. Maria Lydia Coutinho, no Rio do Ouro, onde um policial militar teria feito dois disparos para o alto para dispersar a população.
“Quatro fiscais do TRE estão percorrendo os colégios eleitorais, e também foi permitida a presença de dois fiscais de cada partido em cada seção. Quanto ao crime eleitoral, o infrator só poderá ser punido ser for pego em flagrante. O interessante é que as bocas-de-urna estão sendo feitas por correligionários de apenas um candidato local”, explicou a juíza, por volta do meio dia..
Mesmo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tendo disponibilizado quatro fiscais para reprimir crimes eleitorais na cidade, o efetivo foi insuficiente para conter centenas de pessoas que distribuíam os tradicionais santinhos, faziam campanhas coletivas com camisas de candidatos e não respeitavam o limite de 200 metros de distância das seções. Na Escola Estadual Dr. Roberto Pereira dos Santos, no Boqueirão, muito material de propaganda estava espalhados pelos corredores e na entrada principal do prédio.
“Muitos correligionários de um candidato aproveitaram a madrugada para jogar material de propaganda nos locais de votação”, justificou o fiscal do TRE, Nadelson Costa Nogueira Júnior, dizendo que o órgão não teve como recolher o material do chão.
Outros crimes eleitorais também eram explícitos em diversos pontos da cidade, principalmente no Centro. Em frente ao Esporte Clube Fluminense, Motorista Futebol Clube e Colégio Cenecista Monsenhor Antônio de Souza Gens, localizados no Centro, dezenas de pessoas faziam campanha para candidatos da cidade. Já no Colégio Municipal Dr. Astério Alves de Mendonça (Colégio Municipal), na Praça Cruzeiro, onde funcionou a 110ª seção, cartazes de candidatos, inclusive locais, feitos por alunos enfeitavam o corredor, embora pudessem influenciar a escolha de eleitores indecisos.
“Eu fiz uma boa avaliação para escolher meus candidatos, mas infelizmente, não é o caso de todos os eleitores. Claro, que material de propaganda próximo ou dentro de seções eleitorais pode influenciar eleitores indecisos na hora da votação”, opinou o empresário Rafael Mendes de Melo, 22 anos, após votar na 110ª seção, acompanhado das sobrinhas, Carolina e Ingrid, 6 e 8 anos, respectivamente.