Lívia Louzada
Policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), no Rio de Janeiro, fizeram novas apreensões no “Camelódromo” de Rio Bonito, localizado ao lado do Mercado Municipal, na última quarta-feira (15), por volta das 16h. Três policiais revistaram todos os boxes do local e levaram mais de 20 sacos com mercadorias de marcas, como roupas, bonés, gorros, relógios, óculos, além de CD’s e DVD’s, que seriam falsificadas. Há pouco mais de um mês, os mesmos policiais já haviam feito apreensões no local. Na época, quase 10 sacos com mercadorias e três pessoas foram levadas para a Delegacia.
De acordo com os policiais, diferente da última vez que fizeram a operação, quando apenas passavam pelo local e as mercadorias expostas chamaram a atenção, desta vez eles vieram preparados, e a intenção foi olhar todos os boxes, mesmo os que foram fechados pelos camelôs assim que os policiais chegaram, na intenção de impedir a revista.
“Vamos olhar todos (os boxes), e os que estiverem fechados, vamos abrir, se tiver algo falsificado dentro, vamos pegar”, disse um deles.
Segundo um dos policiais, a determinação da chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, é que o dono da barraca seja preso, mas essa, é justamente uma das dificuldades que eles encontraram em Rio Bonito, já que poucos se declaram proprietários dos boxes. Para que esse problema seja resolvido, os policiais entregaram um ofício a Prefeitura, para que forneçam a listagem dos representantes das barracas, que são cadastrados na Prefeitura.
Além de produtos com nomes de marcas famosas, itens com nomes que fazem alusão a marcas já conhecidas, também foram levados, pois de acordo com os policiais, isso ilude a população. Os policiais disseram que todo o material apreendido, seria levado para a Delegacia de Repressão, e depois de uma perícia, os produtos seriam destruídos.
Alguns camelôs, que não quiseram se identificar, disseram que na primeira operação da polícia, o prejuízo foi de cerca de R$ 10 mil, mas na segunda-feira, o prejuízo foi muito maior. “Não sei nem quanto eu perdi dessa vez, o valor é inestimável. Tenho que parar para calcular ainda o prejuízo, mas já sei que vou demorar para me recuperar dessa perda”, disse o camelô.