Lívia Louzada

“Retalhos da Vida”. Esse é o nome do livro de reflexões do pedreiro aposentado, poeta, compositor e músico, Francisco Azevedo Ribeiro, de 65 anos, morador da Serra do Sambê, que será lançado no próximo dia 7, às 19h, na Pinacoteca Municipal de Rio Bonito, na Av. Presidente Castelo Branco, a Rua dos Bancos, localizada em cima da agência do banco Itaú, no Centro. Este é o primeiro livro de Francisco, que contém histórias rimadas, poesias e contos de sua própria autoria. O livro será vendido no dia do lançamento à R$ 10,00, mas também poderá ser adquirido após o lançamento, através do telefone (21) 2734-6525.

“Retalhos da Vida” é uma compilação de 52 poesias, duas histórias rimadas, e outras baseadas em fatos que o autor viveu ou em contos populares. Apesar de ser um livro de reflexão, Francisco contou, em entrevista, na redação da FOLHA, que os temas que aborda na obra, são variados, como natureza, amor, sexo, drogas, relacionamentos e outros.

De acordo com Francisco, Azevedo, que é casado e pai de dois filhos, o gosto pela leitura começou quando ainda era jovem, e gostava de ler revistas em quadrinhos, os populares gibis. Mas o desejo de escrever veio a partir do momento que leu a poesia “As Duas Rosas”, de Castro Alves, segundo o autor. Já a arte de rimar, aprendeu com a mãe, Deolinda Vieira de Azevedo que, segundo o próprio, “fazia rimas sobre qualquer assunto e com muita facilidade”. O autor de “Retalhos da Vida” conta que aos 18 anos escreveu a primeira poesia, e dali em diante não parou mais.

Lembrando que faz poesia até por encomenda, ele diz que gosta mesmo de falar sobre romance, e nesses anos de prosa e verso, tem catalogadas cerca de 300 poesias, 100 músicas, 87 histórias rimadas e outras obras, todas escritas com o auxílio de um dicionário, pois para Francisco, “a palavra não tem que apenas rimar, e sim fazer sentido no verso”.

Obra foi editada com

recursos próprios

Segundo o escritor, o objetivo da publicação é exatamente permitir que mais pessoas tenham acesso, a pelo menos, parte de sua obra, já que vem recebendo, ao longo dos anos, pedidos para que publicasse um livro com parte de sua obra.

“Pensava, há muito tempo, em colocar essas poesias em um livro, pois meu interesse é divulgar o trabalho. Todo mundo sempre queria ver (os contos e poesias) e ficava tudo arquivado. E de repente, vai que parto desse mundo? O livro iria ter que ser feito de obras póstumas. Mas graças a Deus que pude publicá-las, pois achava que tudo que escrevi iria ficar como herança literária para os meus filhos”, diz Francisco.

Francisco Azevedo afirma que depois do livro, editado com seus próprios recursos, pensa em gravar um CD com suas músicas, incluindo as que fez em homenagem a terra natal, Rio Bonito e principalmente relacionado a Serra do Sambê, lugar bairro onde nasceu e sempre morou.