Lívia Louzada

Assim como nos outros dias de julgamento, na madrugada de sábado, curiosos aguardavam, do lado de fora do Fórum a decisão dos jurados. Eles receberam com estranheza e revolta a notícia.

“Não acredito. Mas ela vai ficar solta?”, indagou uma senhora. “Esse é o país que vivemos. O cara sofreu a vida toda, ganhou na Mega Sena, foi assassinado, e agora ninguém mandou matar ele? Essa é boa!”, ironizou um homem. “Eu já sabia. Tudo no Brasil termina em pizza. E quem tem dinheiro sempre leva a melhor”, disse um senhor. A revolta das pessoas era tanta, que houve até quem exagerasse dizendo que os jurados teriam recebido dinheiro para absolver Adriana.

Um estudante de direito, que não quis se identificar, disse que gostou do resultado do julgamento. “O que foi produzido dentro dos autos, não era justificável para condená-la”. Já o sapateiro Sérgio Antônio da Costa, fez apenas uma indagação: “se os quatro foram absolvidos, quem mandou matar René?”

Um autônomo que também não quis se identificar, disse que achou o resultado injusto, mas que sabia que Adriana iria ser absolvida porque não havia provas contra ela. Já sobre a tese da defesa de Adriana, que coloca Renata, filha de René, como interessada na morte do pai, ele disse que discorda. “Isso é para jogar nuvem de fumaça e despistar os jurados do foco da Adriana”, afirmou.

A mesma opinião tem o empresário Cláudio Oliveira, que disse que Adriana não tem credibilidade para julgar outra pessoa, já que confessou, em depoimento, que traiu René, para se satisfazer sexualmente, pois o milionário enfrentava problemas de impotência.

“Fiquei surpreso com a sentença, pois pelo que era sabido aqui na cidade, ela iria ser condenada. Acho que se aparecerem provas contra ela, ainda poder ser condenada, do contrário, o resultado será o mesmo (se referindo a intenção do Ministério Público, de recorrer da sentença)”, disse.

O vendedor Cristiano Mattos classificou a decisão dos jurados como injusta, e disse que está torcendo para que o “consigam reverter o caso”.

Durante todo o sábado, o assunto nas mídias sociais, era o mesmo, a absolvição de Adriana Almeida. Mas apesar do espaço popular, as opiniões eram equilibradas. Frases como “A Justiça de Deus tarda, mas não falha!”, “A pergunta agora é, quem mandou matar ele (René)”, e “Esse crime cairá no esquecimento”, podiam ser lidas na rede.