Lívia Louzada
Cobrar dos políticos da cidade, principalmente do deputado estadual, Marcos Abrahão (PT do B), mais empenho na resolução das reivindicações do Conselho Comunitário de Segurança (CCS) de Rio Bonito. Esse foi o saldo final da reunião do órgão, que aconteceu na manhã do último dia 06/02, na Câmara dos Vereadores. Entre as reivindicações estão a construção de um viaduto que ligaria a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) a 119ª Delegacia de Polícia de Rio Bonito; a criação de uma linha de ônibus também para a DP e tentar agilizar o convênio da Prefeitura com o DETRAN para a implementação do cargo de agente de trânsito, entre outras questões.
De acordo com o presidente do CCS, Bruno Soares, será cobrado do prefeito José Luiz Antunes e do deputado Marcos Abrahão, ajuda de ambos na cobrança para o aumento do efetivo de policiais na cidade. Para exemplificar sua posição, Bruno disse que esteve no município de Saquarema, e em certo ponto da cidade, viu e tirou foto de 10 viaturas da PM estacionadas no mesmo trecho.
“Não poderiam estar as 10 viaturas do município ali, ou seja, tinham mais rodando na cidade. O município com certeza tem mais de 10 viaturas. Isso nos leva a crer, que por trás de toda essa dinâmica, existe força política, porque nós sabemos que Paulo Melo (deputado estadual – PMDB) é daquela região. Então precisamos estar atentos a essa situação e reivindicar das nossas autoridades que entrem efetivamente, com mais incisão na cobrança de efetivo policial para Rio Bonito”, cobrou o presidente.
Ao final da reunião, Bruno disse à reportagem da FOLHA, que pedirá aos políticos, principalmente ao deputado estadual, que marque com o secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, mais uma reunião, para que seja cobrado o aumento do efetivo do 35º Batalhão da Polícia Militar, como foi prometido (e não cumprido) para agosto de 2011.
Transporte até
a Delegacia
Mais uma reivindicação que, segundo Bruno, precisará da ajuda do prefeito e do deputado Marcos Abrahão, é o transporte público até a Delegacia de Polícia, no bairro Green Valley, que até o momento não existe. Segundo ele, está para ser marcada, uma reunião com representantes da Autopista Fluminense, a fim de cobrar a construção de um viaduto, que ligaria o Centro Administrativo da Prefeitura e a UPA (localizados na Praça Cruzeiro), ao Fórum e a Delegacia.
“Uma coisa que tem que ser discutida e que pode tornar isso tudo (a falta de transporte para a DP) viável, é a construção do viaduto, que já tem projeto, e que já era para ter sido iniciada em novembro de 2011. A gente está com uma reunião para ser marcada com a Autopista Fluminense, pois isso (a construção) já torna viável a passagem do ônibus na frente da Delegacia. Na hora que esse viaduto estiver construído, aí os circulares (ônibus) já vão passar em frente ao Green Valley, fazer a volta, passar lá para o outro lado (Rodovia) e passar pela Praça Cruzeiro, e aí acabou-se o problema da inviabilidade do transporte municipal”, explicou Bruno.
Choque
de ordem
Outra proposta de ação, que se levada à frente, terá a participação da Polícia Civil, Militar e Prefeitura, é uma operação conjunta entre as Polícias, e o setor de Fiscalização. Depois de mais uma reclamação da presidente da Associação de Moradores da Praça Cruzeiro, Valdemira Zaniboni, a Mirinha, sobre o barulho e posturas não adequadas em alguns bares do bairro, o delegado Paulo Henrique da Silva sugeriu que a solução para o problema, seria uma parceria entre esses poderes, “algo semelhante ao choque de ordem, que acontece no Rio de Janeiro”.
A sugestão foi imediatamente aprovada pelo novo comandante da 3ª CIA da Polícia Militar de Rio Bonito, o tenente Toledo, que disse já ter trabalhado dessa forma, em outro município, onde a ação foi bem sucedida, e explicou como trabalharam na ocasião.
“Tive o prazer de realizar uma ação conjunta dessa natureza, quando era o comandante da CIA do Centro de Niterói, e surtiu um efeito esplêndido. Fomos em alguns estabelecimentos que estavam apresentando constantes reclamações de som alto ou desrespeito a utilização do espaço público. A Prefeitura notificou o estabelecimento, com o apoio da Polícia Civil e Militar, ficamos com a cópia do documento de interdição do local, e como estamos nas ruas o tempo todo, ao observarmos o descumprimento dos mesmos locais, demos voz de prisão ao proprietário do estabelecimento. Em duas operações que foram realizadas, a informação foi dissipada e os outros comerciantes passaram a respeitar as normas”, explicou.
Flanelinhas e
atendimento na DP
Quanto as constantes reclamações sobre os “flanelinhas” na cidade, o delegado orientou que as pessoas que se sentirem lesadas, além de chamarem a Polícia Militar, devem ir a Delegacia para fazer o registro. As reclamações dão conta de que os flanelinhas ameaçavam danificar o veículo do motorista, caso não desse dinheiro. Segundo o delegado, é preciso que haja uma vítima lesada, para que a situação possa ser investigada, e isso só pode ser resolvido se a pessoa envolvida, comparecer a Delegacia.
Na sexta-feira (10), um flanelinha que guarda carros próximo a linha de trem, no trecho que corta a Rua dos Bancos, foi encaminhado a Delegacia, sob a acusação de ameaça. A vítima também esteve na DP para fazer o registro, mas em seguida desistiu.
Já com relação as reclamações sobre o atendimento nos plantões da Delegacia, o delegado disse que já tomou as medidas administrativas cabíveis, e forneceu o telefone da Ouvidoria da Polícia Civil (3399-1199) para que as pessoas denunciem qualquer irregularidade. Caso não queiram ligar para a Ouvidoria, o delegado afirmou que a partir da próxima semana, irá instalar uma caixa de reclamações na DP.
Outra reivindicação discutida na reunião foi a necessidade de rondas nas localidades rurais, um problema que já havia sido apresentado em outros encontros. O presidente do CCS sugeriu que a Guarda Municipal fizesse reuniões periódicas com os moradores da localidade, a fim de traçar os pontos mais críticos da região. O secretário de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class, então convidou Bruno, para que juntos, pudessem pensar em mais idéias para o problema.