Esmaltes & Cia

Por Lívia Louzada

Coluna publicada mensalmente no Folha da Terra

Diabetes: cuidado com as unhas

A primeira Esmaltes & Cia desse ano vai falar de um assunto muito sério, diabetes. Todo mundo sabe que essa doença é muito perigosa, que existem vários tipos dela, e que não tem cura, mas há controle. E como aqui na coluna, quem manda são as leitoras, à pedidos, falarei sobre os cuidados que especialmente as diabéticas precisam tomar, e o que elas não podem fazer quando cuidam das unhas.

Como não sou médica, apenas jornalista, colecionadora e amante dos esmaltes, não poderia falar sobre um assunto tão sério sem consultar um especialista, e por isso pedi a colaboração da dermatologista, Ana Líbia Cardozo, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo ela, os diabéticos têm mais tendência a algumas infecções causadas por fungos e bactérias, e por isso devem ter cuidado redobrado com alguns procedimentos, inclusive com o de fazer as unhas.

O primeiro cuidado é com a cutícula, que segundo a Dra. Ana Líbia, não deve ser retirada, no máximo empurrada, pois serve de proteção contra microorganismos, e qualquer ferida provocada pela retirada da cutícula, ou seja, aquele nosso famoso “bife”, pode virar um problemão.

O segundo cuidado, mas não menos importante, que poucas meninas diabéticas sabem, é que elas não podem ficar com a mão de molho na água (truque velho, mas muito bom pra dar aquela amolecida básica na cutícula!), porque cria um ambiente ideal para a cândida (um tipo de micose, que também pode aparecer na unha). A terceira dica da dermatologista é que as diabéticas mantenham sempre as unhas bem secas e cortadas. E quanto a pintura, está tudo liberado!!

Francesinha é coisa

de prostituta!

 

Calma meninas, não é nada disso que vocês estão pensando! O negócio é o seguinte, depois desse assunto sério, nada como dar uma relaxada, e de quebra ainda tirar onda com as amigas. Eu explico. Vinha recebendo, há um bom tempo, perguntas das leitoras sobre a nossa velha e boa maneira de pintar as unhas, a francesinha. Achei a pergunta interessante, mas demorei para responder porque não achava uma fonte segura de pesquisa, até que acho que encontrei a resposta.

Dizem as más línguas, que os franceses não gostam muito de tomar banho. Não vamos entrar nessa discussão, mas o fato é que a história da francesinha vem daí. Em Paris, no século XVIII, apesar de não terem o hábito de tomar banho todos os dias, as prostitutas precisavam, ao menos, parecerem limpas para os seus “clientes”, e por isso decidiram pintar a ponta das unhas, de branco, para esconderem a sujeira de baixo delas (Eca!).

Mas como quase tudo que vira sucesso passa pelos Estados Unidos, foi através de um renomado maquiador e cabeleireiro americano, que a francesinha virou sucesso. Anos depois da invenção das prostitutas, o maquiador foi a França e se deparou com a unha das prostitutas. Maravilhado com a invenção, ele voltou para a cidade onde trabalhava, Hollywood, e apresentou a descoberta para as estrelas do cinema americano. Batata, sucesso geral entre as estrelas do cinema. E como tudo que elas usam, faz sucesso no mundo todo, depois de alguns meses, todas estavam usando a unha francesinha, inclusive as moças de família da França.

Qualquer dúvida, continuem mandando e-mails para liviaslouzada@gmail.com, folhadaterra@yahoo.com.br, pelo Facebook (Lívia Louzada), ou se preferirem podem ligar para a redação da FOLHA, 2734-0604.