Lívia Louzada
Uma reunião entre o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alberto Galo, o prefeito José Luiz Antunes, o vice-prefeito Matheus Neto, e a diretoria do Conselho Comunitário de Segurança (CCS), na sexta-feira (02), pode ter sido a alavanca para a construção do viaduto que ligaria o Green Valley até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O assunto foi um dos mais discutidos no último encontro do CCS, que aconteceu na última segunda-feira (05), na Câmara dos Vereadores de Rio Bonito.
A reunião foi marcada para as autoridades cobrarem da Autopista Fluminense, a construção do viaduto, que tinha a previsão para o início das obras em novembro. A obra resolveria dois importantes problemas, a falta de condução para a 119ª Delegacia de Polícia de Rio Bonito (no Green Valley) e a diminuição dos acidentes que acontecem quando motoristas que saem do Green Valley tentam fazer o retorno, proibido, logo em frente a saída do bairro, na BR-101, cujo trecho entre a ponte Rio-Niterói e a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo é administrado pela Autopista Fluminense.
De acordo com um relatório, levado a reunião, pelo Policial Rodoviário Federal Caldeira, em apenas um ano, o trecho onde fica o retorno, registrou 57 acidentes. “Acredito que cerca de 90% desses acidentes sejam causados por imprudência dos motoristas, quase todos de Rio Bonito, que saem do Green Valley e fazem o retorno que é proibido. Acho que esse retorno deva ser fechado”, pontuou Caldeira.
Segundo o vice-prefeito Matheus Neto, que também estava presente na reunião do CCS, o presidente da ANTT informou que apenas em dezembro, deu entrada em um processo de intenção de desapropriação de terras, através de um decreto federal, já que existem duas propriedades particulares onde serão construídas as alças da esquerda e da direita na pista.
“O presidente Alberto Galo firmou o compromisso de que assim que o decreto sair, as obras começarão em 15 dias”, acrescentou o presidente do CCS, Bruno Soares.
De acordo com o vice-prefeito Matheus Neto, assim que o decreto entrar em vigor, ele irá a Brasília, “para cobrar pessoalmente a obra, para que a morosidade não seja utilizada como desculpa”.
A próxima concessionária que será alvo do Conselho de Segurança, é a ViaLagos. De acordo com Bruno Soares, em breve será marcada uma reunião com os responsáveis pela empresa, e será cobrado não só uma passarela na altura das localidades de Viçosa e Três Coqueiros, mas também uma ponte seca.
“A obra da passarela é paliativa, porque na verdade, a gente precisa de uma ponte seca, de um retorno para os ônibus poderem fazer a volta. Isso vai ser discutido com o pessoal da ViaLagos no momento em que eles marcarem a reunião, a gente vai tentar discutir isso, e pleitear de uma forma mais enfática”, prometeu Bruno.
Novas cobranças
Na reunião do CCS, de fevereiro, o presidente do órgãodisse que mandaria um ofício ao deputado estadual Marcos Abrahão, para que ele comparecesse a reunião de março e assim pudesse interceder junto ao governo do Estado, pelo município. Segundo Bruno, o ofício foi enviado, mas o deputado, mais uma vez, não foi a reunião, e por isso, pretende enviar um ofício para o também deputado estadual Paulo Melo (que também é o presidente da Alerj), já que ele possui uma propriedade em Rio Bonito, para que ele possa ajudar nas reivindicações. O principal problema que o deputado poderá resolver, será o aumento do efetivo de policiais militares de Rio Bonito.
“Estou sentindo que Rio Bonito está sem força política, e vou bater nessa tecla aqui, até que a gente seja contemplado com a presença do prefeito e do nosso deputado. A gente precisa dessa força”, argumentou Bruno.
CCS Itinerante
Os bairros de Boa Esperança e Praça Cruzeiro podem receber reuniões do CCS nos próximos meses. A novidade foi anunciada pelo presidente, que disse ainda que deve colocar um carro de som, nos bairros, assim que o local para realizar a reunião itinerante estiver definido.
“O objetivo é aproximar a população do Conselho, porque ele nada mais é do que um canal da população para com as autoridades estabelecidas. Se a gente não tem a população aqui para falar sobre o que está acontecendo, fica difícil, o trabalho não rende, a gente não tem como alcançar toda a dinâmica do que está acontecendo no município”, disse.