Lívia Louzada
Há alguns meses os proprietários de carros vêm tendo que tomar cuidado para não terem seus veículos roubados ou furtados em Rio Bonito, mas parece que agora os motociclistas é que terão que ficar alertas. Os ladrões parecem não estar perdoando nem quem se utiliza do meio de transporte para trabalhar. O motoboy Ronie Pereira, de 22 anos, que é entregador da Lanchonete Big Praça, na Praça Cruzeiro, teve sua motocicleta roubada, no mesmo bairro, por três homens, sendo um armado, por volta das 23h do último sábado (10). Os bandidos também levaram documentos pessoais, cartões de banco e ainda R$30,00.
Segundo registro feito na 119ª Delegacia de Polícia de Rio Bonito, Ronie estava em sua motocicleta, a Honda CG 125 FAN, placa LQZ-2997, e acabava de fazer uma entrega, quando foi abordado e rendido por três homens. Segundo ele, os homens subiram na moto, e fugiram em direção ao bairro Basílio.
Casos de estupro aumentam
De acordo com o delegado Paulo Henrique da Silva, os casos de roubos e furtos de veículos com mais de 10 anos de uso, continuam na cidade, assim como os de tráfico de drogas e as ocorrências de violência doméstica, em que os autores são enquadrados na Lei Maria da Penha.
Mas segundo ele, um dos crimes que tem chamado atenção pelo aumento de registros, são os casos de estupro, principalmente de menores. “Antes, só aparecia aqui, um caso por mês. Isso quando aparecia, pois tinha mês que não havia nenhum caso. Mas agora, temos registrado dois por mês. Só neste mês de março, foram três casos registrados”, disse.
Na visão do delegado, o aumento desse tipo de registro, não necessariamente, pode demonstrar aumento de estupros na cidade. Segundo o delegado, dois fatores também podem ser os responsáveis pelo aumento de registros: a mudança na lei de crimes sexuais, que agora também enquadra os casos em que a criança, por exemplo, recebe carícias sexuais, e o fato de que agora os riobonitenses podem estar registrando mais os crimes que acontecem na cidade.
Já os casos de “saidinha de banco”, diminuíram bastante, e agora acontecem, às vezes, com intervalos de dois meses, segundo a autoridade policial.