Guilherme Duarte
Dezenas de companheiros de farda, amigos e familiares acompanharam o sepultamento do corpo do sargento Adriano Antunes Gomes, de 38 anos, na tarde do o último dia 29 de março no cemitério Central de Rio Bonito. Adriano morreu na manhã do dia anterior, depois de saltar de um avião no Aeroporto Municipal das Agulhas Negras, em Resende. De acordo com informações da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), o sargento teria batido contra a aeronave na saída para o salto livre e chegou ao chão já inconsciente.
Ainda segundo a nota oficial emitida pela Aman, Adriano foi socorrido pela equipe médica no local e levado imediatamente para o Hospital SAMER de Resende, onde veio a falecer cerca de uma hora depois de ser internado. Ainda muito abalados pelo acontecimento, os familiares preferiram não se pronunciar sobre o ocorrido. Procurado pela reportagem da FOLHA, um irmão do sargento, que é dono de um bar no bairro da Bela Vista, disse que estava tudo muito recente e que não queria falar sobre o assunto.
O militar, que era do Batalhão de Dobragem, Manutenção de Paraquedas e Suprimentos pelo Ar do Rio de Janeiro, estava apoiando o Estágio Básico de Salto Livre, realizado pelo Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil, da Brigada de Infantaria Paraquedista do Rio de Janeiro (RJ). O militar teve duas vértebras na altura do pescoço rompidas.
O 3º Sargento Adriano chegou ao solo inconsciente, com o paraquedas reserva acionado pelo dispositivo de abertura automática. Em entrevista a Tv Rio Sul, o comandante da Aman, Júlio César de Arruda, disse que Adriano Antunes era experiente, com bastante saltos livres. Arruda informou que, provavelmente, o sargento ao sair da aeronave deve ter se chocado com a parte da fuselagem do avião.
A nota é encerrada afirmando que a família do militar está sendo apoiada pelo Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista e pelo Comando da AMAN. Adriano deixa esposa e um filho de 14 anos.