Guilherme Duarte

A partir do próximo dia 7 de outubro um novo capítulo da história política riobonitense será  escrito. O município, que está completando 166 anos de emancipação político-administrativa, está a poucos meses de conhecer o seu novo comandante. E interessados não faltam para concorrer ao cargo. Até o momento, quatro pré-candidatos manifestaram desejo de assumir a cadeira que atualmente é ocupada pelo prefeito José Luiz Mandiocão (DEM). São eles, a ex-deputada federal Solange Almeida (PMDB), o atual vice-prefeito Matheus Neto (PSB), o deputado estadual Marcos Abrahão (PTdoB) e o ex-comandante da Guarda Municipal Vencerlau Machado (PCdoB).

Quatro anos após José  Luiz Mandiocão ter entrado para a história do município ao ter sido eleito prefeito pela terceira vez, a ex-deputada federal Solange Almeida vai ter a chance de igualar o feito. Solange, que tem no currículo dois mandatos de vereadora, dois de prefeita e um de deputada federal, é forte candidata para substituir Mandiocão. Nas últimas eleições, a formiguinha, como é conhecida, foi vice na chapa encabeçada pelo ex-vereador Reis, mas não obteve sucesso. Desta vez, ela promete entrar de cabeça na campanha, já que não conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados (ficou como 4ª suplente e chegou a assumir o mandato por alguns meses). Solange, que é casada e mãe de três filhos, está com 51 anos e conta com o apoio das principais lideranças do estado, como o governador Sérgio Cabral e o presidente da Alerj Paulo Mello.

O atual vice-prefeito Matheus Neto (PSB) será o principal adversário da ex-deputada. Matheus tem o apoio do prefeito José Luiz Mandiocão e vai tentar pela primeira vez chegar ao cargo. No último pleito, ele abandonou a campanha de vereador, em uma eleição que era dada como certa por muitos analistas políticos, para fazer a dobradinha com Mandiocão. Na época, sua decisão foi muito questionada, mas acabou dando certo. Com o passar do tempo, Matheus foi se tornando homem de confiança do prefeito e seu nome ganhou força para substituí-lo. Matheus Neto, de 36 anos, é casado, evangélico e o mais jovem entre os quatro pré-candidatos.

Quem também está na briga é o deputado Marcos Abrahão. Apesar do fraco desempenho nas últimas eleições municipais, quando obteve pouco mais de cinco mil votos, Abrahão acredita que desta vez a história vai ser diferente. Calçado na votação expressiva que alcançou em 2010 (52.525 votos, sendo 15.004 em Rio Bonito) para a Alerj, ele vai tentar repetir o bom desempenho nas urnas. Casado e pai de dois filhos, Marcos foi vereador mais votado da cidade em 2000. Dois anos depois, se candidatou a deputado estadual ficando como 1° suplente. Após a morte do deputado Valdeci Paiva de Jesus, ele assumiu a vaga e não saiu mais. Em 2006, foi eleito com 36.714 votos e reeleito em 2010.

Já o ex-comandante da Guarda Municipal Vencerlau Machado corre por fora. Debutando na carreira política, Machado acredita que os seis anos que esteve a frente da corporação o qualificaram para o cargo. Casado e pai de dois filhos, ele está confiante que será a tão aguardada renovação da política riobonitense. Machado está com 47 anos e vai tentar chegar à Prefeitura pelo PC do B.

Mandiocão e Solange se revezam no poder há quase 20 anos

Voltando a um passado recente é possível observar que Rio Bonito há quase 20 anos é  administrado por apenas duas pessoas. Desde 1993, José Luiz Mandiocão e Solange Almeida vem se revezando a frente da Prefeitura de Rio Bonito. Fato semelhante ocorreu entre 1973 e 1988, quando Alcebíades de Moraes Filho, o Bidinho, e Aires Abdalla Helayel dominavam a política local. Cada um exerceu dois mandatos.