Lívia Louzada
A ex-cabeleireira, Adriana Almeida, que em novembro de 2011 foi absolvida da acusação de mandar matar o milionário da Mega Sena, Renné Senna, perdeu novamente a ação em que pedia o reconhecimento de união estável com o ex-lavrador. Na última terça-feira (22), os desembargadores da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiram manter a decisão de 1ª instância, que já negara o pedido de reconhecimento. Segundo declarações feitas a alguns jornais, o advogado de Adriana, Jackson Costa, irá recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF).
A ação já havia sido perdida, em 1ª instância, em junho de 2011, na 1ª Vara da Comarca de Rio Bonito. Segundo declarações do advogado Marcus Rangoni, que representa Renata Senna, herdeira do milionário, os desembargadores entenderam que o relacionamento entre Adriana e Renné não configurava uma relação estável, já que segundo provas, ela não tinha finalidade de constituir família com o ex-lavrador.
“Os desembargadores analisaram as provas do auto e constataram que o interesse da Adriana era único e exclusivamente financeiro. Eles analisaram o fato dela ter um amante, ter comprado uma cobertura sem o conhecimento do René, além de ter conseguido que ele quitasse uma confissão de dívida de R$ 4,5 milhões pouco antes dele ser assassinado”, comentou Rangoni em entrevista a um jornal de grande circulação.
A defesa de Adriana Almeida alega que no segundo testamento feito por Renné, o milionário reconhece a cabeleireira como sua companheira. “Eu ainda não sei do teor da decisão porque ainda não fui intimado. Vou analisar quais os elementos que convenceram os desembargadores ao não provimento do recurso. No testamento, Renné expôs a metade em favor de Adriana. O próprio falecido reconhecia essa relação de companheirismo. Tenho certeza que no STF vamos conseguir reverter essa situação”, informou Jackson Costa a reportagem do mesmo jornal.
Adriana poder ser julgada de novo
Absolvida em novembro de 2011 pelo júri popular, em Rio Bonito, há a possibilidade de Adriana voltar a ser julgada. Como o Ministério Público havia pedido a condenação da viúva da Mega Sena, como ficou conhecida, e a mesma foi absolvida, logo após a sentença a promotora Priscila Naegele pediu a anulação do julgamento. A decisão agora fica a cargo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e caso o pedido do MP seja favorável, Adriana Almeida pode voltar a sentar no banco dos réus.
Segundo informações não oficiais, a apelação do Ministério Público ainda não teria sido encaminhada para o Tribunal de Justiça, o que estaria previsto para a próxima semana. A notícia de que Adriana poderia ser condenada, reacendeu os comentários pela cidade. Para a faxineira Maria da Conceição Rodrigues, “o caso vai continuar uma marmelada. Ela (Adriana) vai sair livre de novo e a cidade vai virar um caos novamente”. Para o vendedor Luiz Henrique da Silva, “dessa vez a loira sai daqui presa”.