Lívia Louzada
Depois de muitas reclamações sobre o abandono do Parque da Caixa D’Água, há cerca de um mês, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano revitalizou um dos principais pontos turísticos da cidade. Segundo relatos feitos nas reuniões do Conselho Comunitário de Segurança, o lugar estava sendo usado por traficantes e usuários de drogas, que aproveitavam o abandono do local para consumirem ou venderem entorpecentes. Mas de acordo com informações, depois da reforma, o Parque começou a receber menos ‘visitantes’.
O ponto turístico, que no verão recebe em média 100 pessoas por dia (ele já foi mais frequentado), está de cara nova. O parque recebeu novo parquinho, caixa de areia, pintura nos bancos, em pedras, troca de lixeiras, limpeza nas piscinas, tratamento paisagístico e poda de árvores, que facilitou a visão da mata. Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class, a revitalização ainda não terminou, e “ainda há diversas coisas para serem executadas”.
Mas apesar da revitalização ter agradado os moradores do bairro da Caixa D’água, alguns dizem que a obra chegou tarde. “Ficou bom, mas isso tinha que ter acontecido para a gente usar quando estava quente. Agora, vamos ter que esperar até o fim do ano”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.
De acordo com o encarregado do Parque, Lins Alves, com a chegada do frio, a visita dos moradores da região, e de traficantes e usuários diminuiu. Ele conta também, que se a Guarda Municipal e a Polícia Militar fizessem mais rondas no parque, inibiriam a presença desses ‘visitantes’.
Apesar da afirmação do encarregado, o chefe da Guarda Municipal, Antônio Sansão, disse que rondas periódicas estão sendo feitas no local, e durante os períodos quentes, essas rondas são intensificadas. Já o capitão Toledo, comandante da 3ª CIA da Polícia Militar de Rio Bonito, disse que para a Caixa D’água foi traçada uma estratégia que previa primeiro, a prisão de “marginais” que atuavam no local, e que a partir de agora, começa a segunda fase do plano.
“Nossa meta inicial era prender os marginais que atuavam no local, e isso foi feito. Não adiantava entrarmos com a visibilidade no local (a Polícia Militar estar presente), e quando a viatura sair, os bandidos voltarem. Nessa segunda fase, vamos fazer o policiamento ostensivo, e agora sim com visibilidade transmitir segurança a população”, explicou o capitão.