Lívia Louzada

Acusado de cometer uma ‘saidinha de banco’ em Cabo Frio, o mineiro Leonardo Belfort Pereira, de 26 anos, morador de Belo Horizonte, foi preso por volta das 18h do último dia 05, quando passava pelo posto da PRF de Rio Bonito, na altura do Basílio. Depois de abordá-lo e revistar o carro em que estava, uma Hilux placa EEY-0292, foram descobertos roupas masculinas e uma bolsa de mulher, com diversos cartões de crédito, documentos pessoais, talões de cheque e R$ 1.550,00 em espécie. Segundo os policiais, os documentos e o dinheiro encontrados eram de uma mulher, que teve sua bolsa roubada no Centro de Cabo Frio, depois de sair de uma agência do Banco Itaú.

A prisão foi efetuada pelos inspetores Daher e Carvalho. Segundo Daher, que também é chefe do posto, os policiais estavam fazendo uma operação de rotina. Na operação, pedem que os motoristas reduzam a velocidade e abaixem os vidros. Quando Leonardo passou pelo posto da Polícia Rodoviária Federal, levantou suspeitas porque parecia nervoso. Na tentativa de disfarçar, o acusado perguntou como chegava em Belo Horizonte. A pergunta levantou ainda mais suspeitas.

“Tenho 13 anos de Polícia, e sei que muitas pessoas pedem informação para disfarçar e desviar a atenção da gente”, explicou Daher.

Os policiais determinaram que Leonardo parasse o carro, e quando revistaram, encontraram as roupas, os cartões, documentos e dinheiro. Ao encontrar os documentos de Flávia Leite Marini, os policiais indagaram o acusado de quem seria os documentos. O acusado respondeu que era de sua esposa, mas errou o nome. Os policiais então entraram em contato com uma agência bancária, que constava em um dos documentos, e pediram para que o funcionário avisasse a cliente, que seus pertences haviam sido encontrados.

Minutos depois, o marido da vítima entrou em contato com os policiais e contou que ele e sua esposa haviam sido roubados depois de saírem de uma agência bancária e entrarem em um restaurante, ao lado da agência. O acusado foi encaminhado para a 119ª Delegacia de Polícia de Rio Bonito, onde segundo o policial, foi reconhecido pela vítima.

De acordo com Daher, baseado em mensagens e fotos extraídas do celular do suspeito, que tocava e recebia mensagens, a todo momento, há a suspeita de que ele seja o chefe de uma quadrilha organizada de Minas Gerais, que vem praticando ‘saidinhas de banco’ na Região dos Lagos e outras cidades. Ainda segundo o policial, nas fotos, Leonardo ostentava cordões de ouro e vida de luxo em hotéis da região. A vítima também teria reconhecido, por fotos, um outro suspeito. Em sua ficha criminal, Leonardo também teria anotações por roubo, extorsão e uso de drogas.