Lívia Louzada
A violência entre estudantes parece mesmo ter chegado a Rio Bonito. Na tarde do último dia 12/07, uma quinta-feira, o funcionário público Ronaldo Ferreira dos Santos, mais conhecido como Ronaldo Caburê, morador da Caixa D’água, procurou a reportagem da FOLHA DA TERRA para fazer uma denúncia. Segundo ele, sua filha, E.R.S., de 13 anos, aluna do Colégio Estadual Professor Dyrceu Rodrigues da Costa, no Centro da cidade, teria sido agredida, no dia 06/07 (sexta-feira), por outra aluna da mesma escola, B.P.O., de 12 anos, em uma rua ao lado da unidade, ainda em horário escolar, por volta das 10h. Toda a ação foi filmada por outros colegas de turma, e o vídeo compartilhado pela cidade e até exibido no programa Balanço Geral, da Rede Record.
Ronaldo acusa a escola de omissão de socorro, já que segundo ele, a vigia da escola teria sido avisada que a briga estaria acontecendo e teria dito que não poderia se ausentar da portaria porque não havia outro responsável pela escola, no horário. Ele também acusa a diretora da unidade, Flávia Valéria Moraes, de negligência, pois em outras ocasiões já teria avisado a mesma, de que sua filha estaria sendo ofendida por outras colegas de turma.
“Sempre procurei a diretora pra saber o que estava acontecendo, e toda vez que eu ia procurar, ela me dizia que estava tomando providências, mas eu nunca tinha uma resposta dessas providências”, disse.
A reportagem teve acesso ao vídeo, que mostra vários alunos uniformizados, rindo e incentivando a briga das duas adolescentes. A cena só termina quando um senhor chega ao local e aparta a briga. De acordo com Ronaldo a briga teria acontecido depois que os alunos foram liberados mais cedo, após terminarem uma prova.
O pai da menor registrou o caso na 119ª Delegacia de Polícia de Rio Bonito, como lesão corporal provocada por socos, tapas e pontapés. De acordo com o delegado Paulo Henrique da Silva Pinto, os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e a investigação está sendo feita. Ronaldo também procurou o Conselho Tutelar e a Diretoria Regional Pedagógica do Estado para registrar o caso. O funcionário público contou que apesar de ter sido solicitado o exame de corpo de delito, o procedimento não foi feito porque as escoriações foram cuidadas em casa e já havia passado cerca de 48h do acontecido.
Resposta
A reportagem da FOLHA entrou em contato com a diretora da escola. Ela informou que somente a Assessoria de Comunicação da Secretaria Estadual de Educação poderia falar sobre o caso. Através de email, o órgão enviou a seguinte nota:
“Em relação ao ocorrido no Colégio Estadual Professor Dyrceu Rodrigues da Costa, em Rio Bonito, a Secretaria de Estado de Educação informa que a direção da unidade tomou todas as providências necessárias, tão logo soube da briga das alunas, ocorrida fora da unidade escolar. Ao contrário do que foi relatado pelo pai da aluna, a vigia da escola afirma não ter tomado conhecimento do caso. A diretora conversou com os alunos envolvidos, convocou os pais e comunicou o fato ao Conselho Tutelar. Na última sexta-feira, 13, houve uma nova reunião com a turma dos alunos envolvidos (alunos, responsáveis, direção e Conselho Tutelar) para tratar do tema”.
Veja o vídeo aqui