A Prefeitura de Rio Bonito escolheu o último domingo, dia 03, para dar início a operação “Trânsito Legal”, que tem como objetivo melhorar o tráfego de veículos no Centro da cidade, que cresceu muito nos últimos anos, principalmente após o início das obras do Comperj, em Itaboraí. O projeto é uma parceria da Prefeitura, com a Câmara de Dirigentes Lojistas e  Câmara de Vereadores.  Logo pela manhã, dezenas de guardas municipais estavam a postos em várias ruas do Centro da cidade, para orientar os motoristas sobre as mudanças, com a ajuda de cavaletes, cones e placas indicativas. Funcionários de várias secretarias municipais também participaram da operação.

A prefeita Solange Almeida fez questão de acompanhar o lançamento da operação,que contou com a ajuda de um carro de som e atividades promovidas por várias secretarias municipais.  Durante toda a manhã ela ajudou a distribuir panfletos explicativos aos motoristas que passavam pelo Centro, participou de atividades lúdicas e esportivas na Praça Fonseca Portela, onde também foram distribuídas mudas de árvores.  A maior parte do secretariado municipal participou do evento. “Eu acho que a gente está vendo que a aceitação está boa, mas acredito que a partir de amanhã (segunda-feira, 4) vai melhorar”, disse a prefeita Solange, para depois acrescentar que a operação “Trânsito Legal” é só o início do trabalho: “Mais pra frente a gente vai mexer no estacionamento, por exemplo”.

 

O que pensa a população

A julgar pela opinião dos motoristas e da população, parece que a iniciativa do governo, inicialmente, aprovou, mas depende de mais tempo para que as mudanças sejam realmente testadas.

“Ainda não dá pra saber ao certo se as mudanças foram boas, mas pelo que percebi, tentaram desafogar o trânsito das ruas mais movimentadas, o que parece uma boa ideia. Mas ainda acho que o principal problema são os pontos de ônibus. Se eles não forem mexidos, nada vai mudar. Mas para que haja mudança, é preciso dar uma ‘moral’ aos guardas. Se eles não puderem multar nem rebocar os carros, vão continuar desrespeitando”, disse o proprietário da Relojoaria Oliveira, Josias Oliveira.

Já a dona de casa Neidmar Nunes afirmou que “ficaram boas as mudanças, mas ainda tem que melhorar mais. Os ônibus, por exemplo, precisavam parar em somente um lugar no Centro, como uma pequena Rodoviária, senão vai continuar uma bagunça”, sugeriu.

O aposentado Osvaldo Ribeiro disse que achou interessante, mas por enquanto está cedo para dizer se a mudança foi boa. “Acho que se não fossem os cones, as pessoas estariam tendo mais dificuldades. Penso que deveriam aproveitar a mudança, e trocar os horários de carga e descarga dos supermercados e grandes comércios, pois também atrapalham”, pontuou.

O motorista Cristiano Oliveira lembrou que do jeito que estava não podia ficar. “Alguma coisa precisava ser feita para melhorar o trânsito da cidade. Se vai dar certo ou não, só o tempo vai dizer, mas qualquer mudança é válida diante dessa bagunça que estava”, disse Cristiano.

O engenheiro Leandro Costa também acha que ainda é cedo para se tirar alguma conclusão sobre a eficácia dessa intervenção, mas que torce para que dê certo. “É preciso respeitar as leis de trânsito para que essas mudanças surtam efeito”, disparou Leandro.

O projeto foi montado com base no “Plano de Trânsito do Polo Comercial” formatado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) local. O presidente da CDL de Rio Bonito, André Goettert, explica que o estudo foi realizado, em parceria com o Sebrae, há cerca de 5 anos. “Naquela época já existia uma grande necessidade de mudanças no trânsito da cidade. Resolvemos então, em parceria com o Sebrae, realizarmos um estudo de ordenamento de trânsito. Disponibilizamos o resultado desse levantamento para o antigo governo, mas eles optaram por não utilizar. Com a mudança de governo, novamente levamos o estudo ao conhecimento do Poder Público. Como foi feito há cerca de 5 anos, o estudo precisa ser atualizado, mas já é um bom começo. Outras providências terão que ser tomadas, inclusive na questão de fiscalização. Os motoristas não respeitam as leis de trânsito. São inúmeras infrações. Essa situação só vai melhorar a partir do momento em que começar a doer no bolso do infrator”, disse Goettert.   (Alfonso Martinez, Lívia Louzada e Guilherme Duarte)