Lívia Louzada

As ruínas que ainda sobraram da antiga Estação Ferroviária de Rio Bonito, parece que estão com os dias contados. A intenção da Prefeitura de Rio Bonito é transformar o local em um Centro Cultural Multiuso, que poderá abrigar um ponto de referência turística, uma área que contará a história da cidade, e um espaço para eventos. Segundo informações do secretário de Planejamento, Felipe Braga, que esteve em Brasília no início do mês para resolver assuntos do município, apesar da Secretaria de Urbanismo, e dos setores de Cultura e Turismo, ainda estarem elaborando o projeto, a direção do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já se mostrou favorável a cessão do prédio.

Ainda de acordo com o secretário, se tudo der certo, o DNIT também irá liberar uma parte do espaço onde hoje estão localizados os trilhos de trem, para que a Prefeitura transforme em área de estacionamento. Segundo Felipe, o projeto deve ser apresentado a diretoria do DNIT em abril, e assim que for assinada a cessão, e os recursos federais puderem chegar ao município, “no segundo semestre deste ano, começaremos a obra”.

O Centro Cultural contará  com um ponto de referência turística, onde as pessoas poderão receber informações sobre os pontos turísticos da cidade, e onde haverá  um pouco da história de Rio Bonito. O local ainda abrigará um pavilhão, onde poderão ser realizados eventos culturais, sarais, exposições de artistas locais, ou eventos musicais.

Já a área de estacionamento, que deve ter cerca de 800m de extensão, começando da altura da Rodoviária Municipal, em frente à quadra do Colégio Rio Bonito, até  o estacionamento do Supermercado Multimix, será asfaltada e poderá abrigar cerca de 150 carros estacionados a 90°, segundo informações do secretário de Planejamento.

A intenção da prefeita Solange Almeida, segundo Felipe Braga, é dar uma utilidade ao espaço que está abandonado e servindo de abrigo para mendigos, usuários de drogas e até esconderijo de marginais.

“Ela (a prefeita) me incumbiu de resolver essa situação do abandono e dar destinação (ao local). A preocupação dela não é só quanto a desvalorização do Centro da cidade, por conta do estado do prédio (o prédio pegou fogo em fevereiro de 2011), mas com o uso que esta área tem tido, com a presença de usuários de drogas, mendigos, e delinqüentes. A prefeita quer fazer uma reestruturação do lugar”, explicou.