A polícia apreendeu sábado uma moto Honda, da cor roxa, do motorista de van Robson Andrade de Oliveira, de 27 anos. Ele é apontado pelos investigadores do assassinato de René Senna, milionário da Mega-Sena, como o amante da viúva Adriana Almeida, de 29 anos.
Segundo testemunhas do crime, Senna, que tinha 54 anos, foi morto por um homem na garupa de uma motocicleta "roxa ou preta".
O motorista, que se apresentou à delegacia de Rio Bonito às 21 horas de sábado, disse que a moto é usada por ele e pelo irmão para a prática de trilha. Ele garantiu que estava trabalhando no dia do assassinato, um domingo, e só soube da morte do milionário ao receber um telefonema de Adriana. O delegado Ademir Silva, que investiga o caso, quer saber se a motocicleta apreendida é a mesma usada pelos assassinos e vai ouvir novamente as testemunhas.
Em seis horas de depoimento, Oliveira contou que ele e a viúva se conhecem há três anos e chegaram a namorar. Eles reataram o relacionamento em setembro passado e passaram o réveillon juntos em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. Segundo o motorista, Adriana se separaria em breve do milionário e eles passariam a viver na cobertura que ela comprou na cidade, dias antes da morte do marido. A viúva teria pago R$ 300 mil pelo imóvel. No documento de compra e venda, ela declarou não ser casada nem manter relacionamento estável.
Contradições
Segundo o delegado, os depoimentos de Adriana e Oliveira apresentam uma série de contradições, a começar pelo réveillon. A viúva disse que passou a virada do ano sozinha em Arraial do Cabo, porque o marido queria ficar na fazenda de R$ 9 milhões, em Rio Bonito. "Foi uma omissão de defesa moral, para proteção moral. Ela omitiu até dos advogados, o que nos deixou contrariados. Nós vamos pedir a retificação do depoimento dela", afirmou o advogado Alexandre Dumans, que defende Adriana.
Dumans não acredita que o surgimento de Oliveira vá complicar a vida de sua cliente. "Eles não são amantes. Ele é ex-namorado de Adriana e tinham lá suas infidelidades. Isso é periférico". O advogado não está preocupado com a apreensão da moto. "Apreenderam o veículo porque ele tinha uma moto. Se não tivesse moto, não seria apreendida".
Fonte: Agência Estado