Junho é mês de Festa Junina
Guilherme Duarte
Fogueiras, balões, músicas, danças e, o principal, muita comida gostosa. No mês de junho o clima de festa junina toma conta das noites mais frias, a roupa xadrez sai do armário, as brincadeiras encantam a criançada e os passos da quadrilha ditam o ritmo da festividade. E não dá para pensar em festa junina sem lembrar de uma grande mesa com guloseimas típicas da época como pé-de-moleque, bolos de milho e fubá, broas, quentão e vinho quente.
A festa Junina é uma celebração tradicional brasileira que ocorre no mês de junho, festejando três importantes santos católicos: Santo Antônio (13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho). No Nordeste, as Festas Juninas representam o mesmo que o carnaval para os cariocas. A festa de Campina Grande, na Paraíba, atrai milhares de pessoas e disputa com Caruaru, em Pernambuco, o título de maior festa de São João do Mundo.
Uma das festas mais tradicionais da cidade é realizada pela Paróquia de São João Batista, na Praça Cruzeiro. Ontem (15), foi dada a largada para a Novena. Missas diárias com diversos padres da região serão realizadas na Paróquia, sempre a partir das 19h. As festividades começam no dia 22 e vão até o dia 24, dia do Padroeiro. A Banda Altar, de São Gonçalo, abre as comemorações. No dia 23, a programação começa cedo. Às 8h, acontece um passeio ciclístico pelas ruas do bairro. Às 18h, será realizada a missa de encerramento da Novena com Monsenhor Guedes. À noite, o cantor Isaías, da Comunidade Coração Novo (RJ), sobe no palco que será montado em frente a Igreja. No dia 24, às 6h, acontece a Alvorada e o soar dos sinos. Às 10h30, o Padre Eduardo Braga, Pároco da Igreja São João Batista, celebra a missa dominical festiva com batizados. Ao meio dia será realizado um almoço festivo de confraternização. A Procissão começa a partir das 17h e a missa solene do Padroeiro com o Padre Dudu e a Banda Bom Pastor encerra as festividades. Também haverá a tradicional dança de quadrilha nos dias 22 e 23, além da fogueira para espantar o frio.
Comerciantes não se animam com a data
Diferente dos últimos anos, as vendas nos depósitos de doces ainda não esquentaram, apesar do mês de festas. O proprietário do ‘Pingo Doce’ (Rua da Conceição, 36), Lauro Mello, afirma que não tem expectativa que as vendas melhorem por causa das Festas Juninas. “A procura por estalinhos e acessórios plásticos está maior do que as vendas de doces. Na verdade, essa data não é tão importante para nós como a Páscoa e São Cosme e Damião. Mas estamos preparados para atender todo público que quiser comprar doce de amendoim, maria-mole paçoca e tudo referente a Festa Junina”, diz Lauro.
Comidas típicas
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais. Muitas pessoas aproveitam para fazer também caldos, angu à baiana e outras iguarias a base de milho.
Tradições
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.
Na região Sudeste, são tradicionais as realizações de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes.