O Tribunal de Justiça concedeu liminar afastando o advogado Sérgio Mazzillo da administração da herança do milionário da Mega-Sena Renné Senna, assassinado em dezembro em Rio Bonito. Ele havia sido indicado para o cargo pela juíza Cristiana Aparecida de Souza Santos, de Rio Bonito, no Rio de Janeiro, no dia 26. O pedido de suspensão foi deferido, na segunda-feira, pelo desembargador Joaquim Alves Brito, após contestação do Ministério Público Estadual.
A alegação da promotora Marcelle Navega seria de que a escolha de Mazzillo, que é advogado do ex-governador Anthony Garotinho, não segue os critérios determinados pelo artigo 990, do Código de Processo Civil. Na lei, a prioridade é que os administradores sejam, primeiramente, o cônjuge, seguido dos herdeiros e do testamenteiro. Como a viúva, Adriana Almeida, 29 anos, está presa como suspeita do crime, a filha de Renné, Renata Senna, 25 anos, poderia ser nomeada. O inventariante judicial, como é o caso de Mazzillo, aparece no artigo como quinta opção.
O MP quer saber quais foram os motivos que levaram ao nome do advogado. "Não conhecia a juíza que me nomeou e fui escolhido pela minha notoriedade. Atendi a um chamado da Justiça e cobrei honorários. Estive na fazenda duas vezes e sei que a situação deles é complicada. Tem uma aplicação milionária que vai vencer dia 8 próximo na Caixa Econômica Federal e não tem ninguém, agora, para renová-la", disse Mazzillo, que garantiu que vai recorrer da decisão.
Os 20 funcionários da Fazenda Nossa Senhora da Conceição, onde Renné morava com a família, estão sem receber desde fevereiro. Ontem, segundo Mazzilo, seria feito o pagamento dos salários atrasados e a compra de ração para as 992 cabeças de gado. De acordo com especialistas, um inventariante, nesse caso, pode receber 3% dos bens administrados.
Fonte: O Dia