Evaldo Nascimento
A má conservação, assim como a falta de uma ciclovia e/ou acostamentos no trecho da RJ-140 que liga Boqueirão ao pórtico de entrada de Silva Jardim, fez mais uma vítima fatal. No último dia nove, por volta das 18h30min, o agricultor Dilson de Oliveira foi atropelado por um ônibus da Viação Rio Ita, próximo a entrada da Estrada para a Lagoa de Juturnaíba, e já chegou morto na Policlínica municipal Agnaldo Moraes, depois de ter sido socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU). Os acidentes no trecho se repetem, apesar de a Prefeitura de Silva Jardim já ter solicitado, e o governo do Estado prometido, realizar a recuperação da pista, que está em péssimas condições de tráfego, implantando os necessários acostamentos ou até mesmo uma ciclovia, já que a circulação de ciclistas é intensa naquele trecho.
O impacto do atropelamento que matou Dilson foi tão forte que o coletivo, dirigido pelo motorista Robson, teve o seu pára-brisa direito totalmente estilhaçado, tendo sido apreendido na hora pelo posto do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) existente no pórtico de entrada da cidade, a cerca de 100 metros do local. Segundo testemunhas, Dilson de Oliveira trafegava no sentido Centro-Boqueirão, indo para a Fazenda Haras do Paiol, onde trabalhava, cuja entrada fica a cerca de 50 metros do local do acidente. Junto com ele viria uma mulher em outra bicicleta, que também só não foi atingida pelo coletivo porque parou a tempo.
Outros Acidentes
Há cerca de um ano, o cobrador aposentado da Viação Rio Ita, Antônio Carlos Gomes, mais conhecido por Carlinhos, residente na Fazenda Brasil, foi atropelado e morto por um veículo não identificado que fugiu sem prestar socorro à vítima. Ele ia de bicicleta para a igreja evangélica onde congregava, no bairro Lucilândia, quando foi colhido por trás, morrendo na hora. Na ocasião, a tragédia só não foi maior porque sua mulher, que costumava ir com ele na garupa da bicicleta, não o acompanhou.
Mais recentemente, um caminhão bateu de frente com um fusca na cabeceira da ponte sobre o Rio Capivari e a mulher que estava no automóvel morreu semanas depois no hospital vítima de complicações devido a diabetes, provavelmente provocadas pelo trauma do acidente. Os buracos e desníveis de certa forma também foram responsáveis pela capotagem de um veículo que matou quatro jovens carbonizados próximo a entrada para a Lagoa de Juturnaíba, em julho do ano passado.
Também há alguns anos, o carpinteiro José Loura, residente na Fazenda Brasil, foi atropelado quando transitava de bicicleta por uma das laterais da RJ-140, e teve uma das pernas quebrada. Apesar dos esforços da Prefeitura de Silva Jardim para a manutenção das laterais de forma a permitir que os ciclistas trafeguem melhor, elas são estreitas e irregulares, além de o mato crescer rapidamente, obrigando as pessoas de bicicleta a transitar muito próximo às pistas de rolamento. Na maior parte dos cerca de cinco quilômetros, que são margeados por sítios e fazendas, não existe iluminação, o que aumenta ainda mais o risco para os ciclistas que precisam passar por ela durante a noite.