Flávio Azevedo
Atendendo a uma antiga reivindicação da comunidade do bairro Rio Seco, na zona rural de Rio Bonito, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), está reformando e ampliando o cemitério daquela localidade. Segundo o secretário Ronen Antunes, as obras começaram no dia 26 de maio desse ano e devem ser concluídas em duas semanas. Antunes ainda ressaltou, que os moradores daquela região – Rio Seco, Catimbau, Mata, Tomascar Lagoa Verde, entre outros – deixarão de sepultar seus familiares no chão. “Isso dará mais dignidade a essas pessoas”, lembrou.
Com a ampliação de 900 metros quadrados, o cemitério ganhou 90 gavetas, além de calçada de cimento em rampa, 32 m de corrimão e um portão de ferro de 2,3m de altura por 2,5m de largura. A área ampliada ganhou um muro de 64 metros (32m na frente e 32 m no fundo) e um canteiro gramado de 26x5metros na parte frontal, onde também foram plantados 7 coqueiros. Além disso, a antiga capela do cemitério está sendo reformada, e uma outra está sendo construída no novo espaço. Ambas receberão telhado colonial, além de novo piso e pintura. O muro da antiga área também será reformado.
De acordo com o secretário Ronen Antunes, das 90 gavetas construídas, 11 já estão ocupadas. O secretário também destacou, que moradores do Centro de Rio Bonito que ainda não possuem jazigo, estão sendo sepultados no cemitério do Rio Seco.
O comerciário Luiz da Silva Cardoso, de 35 anos, nascido no bairro, elogiou a iniciativa da prefeitura, mas apontou um problema: o cemitério tem recebido pessoas de outras partes do município. Cardoso acredita que se isso continuar acontecendo haverá nova superlotação.
– Essa obra foi uma boa iniciativa da prefeitura. Minha família já tem carneira, mas para aqueles que não tem, está sendo muito importante, pois ninguém será mais sepultado no chão. Aliás, ultimamente não tinha espaço nem no chão. Pena que já estão trazendo gente de Rio Bonito para sepultar aqui. Dos 11 que foram sepultados, apenas quatro são moradores daqui da nossa região. Se continuar assim, daqui uns dias a prefeitura terá que fazer outra ampliação – comentou.
O coveiro Paulo Correia de Castro, de 51 anos, que há dez trabalha no cemitério, mostrou-se aliviado e comemorou a reforma.
– A partir de agora o meu trabalho ficou mais fácil. Esse cemitério estava tão cheio, que precisávamos sepultar as pessoas uma em cima das outras. Com a chuva então era terrível, disse o coveiro – narrando histórias inacreditáveis sobre a superlotação do cemitério.