Durante a reunião extraordinária da Comissão Estadual de Emprego, presidida pelo secretário estadual de Trabalho e Renda, Alcebíades Sabino, as três bancadas – trabalhadores, empresários e governo – definiram o reajuste de 10,7% para o piso regional que entra em vigor no estado do Rio de Janeiro em 1º de janeiro 2008.

Além do percentual de reajuste, durante a reunião também foram acordadas as três novas faixas salariais que passam a ser regidas pelo piso estadual e a inclusão de frentistas e lubrificadores na Faixa VI. Com essas alterações, cerca de 2 milhões de trabalhadores fluminenses passam a ser beneficiados.

- O que conseguimos hoje foi um grande avanço, pois além de todas as bancadas terem ficado satisfeitas, atingimos um acordo diferente dos anos anteriores, implantando uma política permanente, que dá previsão dos pisos dos próximos quatro anos. Através do Observatório de Emprego fizemos simulações com diferentes índices. Realizamos um estudo somatório da elevação de 4,5% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) com 4,7% do PIB nacional (Produto Interno Bruto), mais um percentual de ganho real, acordado para 2008 em 1,5%, totalizando o reajuste de 10,7%. Esse percentual de ganho real será negociado anualmente entre as três bancadas e será somado à fórmula INPC + PIB. – explicou Sabino.

Veja os novos valores

Faixa I (setor agrícola) passa de R$ 404,02 para R$ 447,25.

Faixa II, de R$ 424,88 para R$ 470,34 - Para empregados domésticos; serventes; trabalhadores de serviços de conservação, manutenção, limpeza de edifícios, condomínios, empresas comerciais, indústrias, áreas verdes e logradouros públicos, não especializados; contínuo e mensageiro; auxiliar de serviços gerais e de escritório; empregados do comércio não-especializados.

Faixa III, de R$ 440,52 para R$ 487,66 - Para classificadores de correspondência e carteiros; trabalhadores em serviços administrativos, cozinheiros; operadores de caixa; lavadeiros e tintureiros; barbeiros, cabeleireiros, manicure e pedicure; operadores de máquinas e implementos de agricultura, pecuária e exploração florestas; fiandeiro, tecelões e tingidores; pescador.

Faixa IV, de R$ 456,16 para R$ 504, 97 - Para trabalhadores da construção civil; despachantes; fiscais; cobradores de transporte coletivo (exceto trem); trabalhadores de minas; pedreiras e condadores; pintores; cortadores; polidores; e gravadores de pedras; pedreiros; trabalhadores de fabricação de produtos de borracha e plástico; e garçom;

Faixa V, de R$ 471,79 para R$ 522,27 - Para administradores, capatazes de exploração agropecuária florestais; trabalhadores de usinagem de metais; encanadores; soldadores; chapeadores; caldeireiros e montadores de estruturas metálicas; trabalhadores das artes gráficas; operadores de máquinas da construção civil e mineração, telegrafistas e barman;

Faixa VI, de R$ 486,13 para R$ 538,15 - Para trabalhadores de serviços de contabilidade e caixas; operadores de máquinas de contabilidade e de calcular; operadores de máquinas de processamento automático de dados; secretários; datilógrafos e estenógrafos; chefes de serviços de transportes e comunicações; frentistas e lubrificadores.

Faixa VII, R$ 874,22 – Para professores de nível básico (1a a 4a série).
Faixa VIII, R$ 1.198,85 – Para profissionais de nível técnico com registro.
Faixa IX, R$ 1.787,34 – Para profissionais de nível superior com registro.

Sabino esclareceu que essa proposta final definida na reunião será redigida e entregue ao governador Sérgio Cabral, que a enviará para votação na Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio) e, em seguida, deverá ser sancionada por Cabral.