A Petrobras começou por Tanguá, na segunda-feira, dia 7, a série de debates sobre a importância do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que será construído em Itaboraí. A primeira reunião de relacionamento aconteceu na Câmara Municipal, e contou com a participação de 230 pessoas, entre secretários municipais, vereadores, técnicos da Petrobras, representantes das igrejas católica e evangélicas e de moradores locais. Um vídeo institucional mostrou as fases da análise do impacto ambiental; preocupações, prioridades, metas e visões diferenciadas dos problemas que poderão surgir quando o complexo entrar em funcionamento.
Rodrigo Pio, engenheiro da Petrobras, destacou a importância da construção do Comperj, um investimento de US$ 8 bilhões de dólares, que vai ocupar uma área de 45 km², equivalente à Ilha do Governador, e vai gerar 200 mil empregos diretos e indiretos. O inicio das obras está previsto para primeiro semestre de 2009, e o funcionamento para 2012.
O Complexo Petroquímico, em fase de licenciamento ambiental, vai reduzir as importações de Nafta e gás, além de aumentar a oferta de matérias-primas para a indústria de plásticos e seus derivados. Rodrigo Pio enfatizou a preocupação da Petrobras com a responsabilidade social e ambiental; com a qualificação e capacitação profissional. “O Centro de Integração do Comperj vai qualificar e capacitar 30 mil profissionais em cerca de 60 tipos de cursos gratuitos, nos níveis básico, técnico e superior. Os profissionais capacitados farão parte de um banco de dados, e a partir de março deste ano, começaremos a chamar os primeiros profissionais que fizerem o curso de pedreiro e armador de ferro”, afirmou o engenheiro, que também esclareceu que a Petrobras esta investindo na preservação da Mata Atlântica, desde os mangues até aonde a mata ainda resiste. E empresa pretende manter um corredor ecológico, com espécies nativas, com potencial de produção de 300 mil mudas por ano.
Prefeito José Luiz participa do debate em Rio Bonito
Em Rio Bonito, o debate, que contou com a participação do prefeito José Luiz Alves Antunes da secretária municipal de Meio Ambiente, Carmem Motta, reuniu cerca de 100 pessoas no Esporte Clube Fluminense, no Centro. “Estamos aqui para tirar as dúvidas com relação a implantação do Pólo Petroquímico, que vai trazer investimentos para a região e vai mexer com todo o Brasil”, disse o consultor de negócios da Petrobras, José Ribeiro Aires, que utilizou um vídeo institucional para mostrar as mudanças que o projeto trará para os municípios no seu entorno.
De acordo com Aires, “todos os municípios do Conleste (Consórcio Intermunicipal dos Municípios do Leste Fluminense) receberam cópias do Estudo do Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima), que também se encontram disponíveis nos sites da Feema e do Comperj. “A licença ambiental para a implantação do Comperj só será concedida após a finalização desse Estudo de Impacto Ambiental”, lembrou Aires.
Preocupação com o meio ambiente
Ao ser indagado pelo vice-presidente da Associação de Moradores do Boqueirão, Giovane Albernaz, sobre os riscos que seres humanos e animais correm de contrair doenças provocadas pelos resíduos das indústrias que caírem na atmosfera, José Aires foi enfático: “Esses resíduos podem vir a cair num raio de 5 quilômetros no entorno do empreendimento, mas os gases que serão emitidos pelas futuras indústrias passarão por tratamento para reduzir os poluentes”, disse, lembrando que no entorno da Refinaria de Duque de Caxias (REDUC), “existe pássaros e animais que convivem em perfeita harmonia com o meio ambiente, devido ao controle da poluição”.
A secretária de Meio Ambiente, Carmem Motta, aproveitou para destacar que o município precisa ser ouvido e tomar conhecimento dos dados apurados pelos estudos do Comperj, lembrando que o município deve ser o maior fornecedor de água para o empreendimento. “Grande parte da água para o Comperj pode sair daqui. Hoje Rio Bonito já abastece boa parte de Tanguá e da Região dos Lagos”, pontuou, acrescentando que, apesar disso, “é importante uma parceria também para resolver os nossos problemas, como a questão do desmatamento, que também atinge Rio Bonito”.
A gerente da Ambiental Engenharia e Consultoria, Denise Vogel, responsável pela nova fase do levantamento sócio-ambiental do Comperj, finalizou a apresentação assegurando que sua equipe voltará a procurar as entidades de classe, “para que possamos fazer esse trabalho juntos”, disse. Ela explicou que o empreendimento mantém Centros de Informação no Centro de Itaboraí e na Fazenda Viveiros, além de um trailer itinerante.