Por Leir Moraes
Sempre tivemos imenso orgulho de ser Moraes. Nascido na árvore genealógica de Inguita, os Moraes, na grande maioria, sempre foram pobres, mas nunca desonestos ou ladrões. Por isso, o saudoso Luiz Gonzaga (Bem-te-vi), muitas vezes, repetia: “Ninguém conhece um Moraes safado!”
Na vida pública tivemos vários Moraes, entre eles, Nélio e Aparício – Vereadores e Prefeitos, por duas vezes, Inácio Vieira de Moraes e Alcebiades de Moraes Filho (Bidinho). Inácio colocou a primeira água encanada de Rio Bonito e as obras de Bidinho não precisamos citar, pois são recentes. Nunca levaram “comissões”, propinas ou participaram de tramóias, em proveito próprio, com o dinheiro do povo.
Raríssimos são os casos de Moraes, não de origem, mas por adoção, que querem livrar-se ou esconder-se do nome, não sabemos o motivo. Talvez por não se considerarem dignos dele. Devem olhar, primeiro, para o próprio rabo...
Lembramo-nos do Moraes quando aparecem os casos de corrupção em várias Prefeituras do Estado, capitaneados pela Prefeitura de Magé, onde uma família inteira é acusada de crime contra o erário e a administração públicos. Uma vergonha, sem Moraes no nome. Como não poderia deixar de ser.
Nós mesmo, ocupamos vários cargos relevantes no Estado e nas Prefeituras de Niterói e Rio Bonito e continuamos pobre, vivendo dos proventos da aposentadoria estadual e do INSS, como Jornalista, após 35 anos de trabalho duro, mas digno.
Por isso agradecemos, primeiro a DEUS, que traçou nosso destino e, depois, aos nossos pais que não nos ensinaram a roubar e, ao contrário, apontaram-nos o caminho do bem, da honradez, para que pudéssemos enaltecer e dignificar o nome que recebemos como única, honrosa e valiosa herança.
Que o exemplo dos Moraes possa ser seguido na vida particular ou pública dos que não zelam pelo seu ou nasceram sem nome.