Flávio Azevedo
Depois de uma tensa reunião, o Partido Trabalhista Nacional (PTN) decidiu que não haverá mais coligação com o Partido da Mobilização Nacional (PMN) de Rio Bonito, para disputar as eleições municipais de cinco de outubro. Por cinco votos a quatro, o partido decidiu não manter a coligação para as eleições proporcionais com o PTN. A reunião aconteceu na noite da última terça-feira (1º), na sede do diretório municipal do Partido da República (PR), no centro da cidade.
Participaram da reunião os pré-candidatos dos dois partidos, mas apenas os componentes do PMN tiveram direito ao voto. As coligações serão registradas no mês de junho, após as convenções partidárias, mas o grupo há cerca de um ano já havia combinado a aliança. Integrantes do PMN e do PTN acreditam que a coligação seria uma das mais fortes da disputa. Concordam com essa opinião, os outros grupos políticos Riobonitenses.
Fontes ligadas aos pré-candidatos de ambos os partidos (PMN e PTN) disseram que o principal motivo do rompimento seria o crescimento de três pré-candidatos do PMN: Claudinho do Bumbum Lanches, Fernando Soares e Alessandro Silva, do Conselho Tutelar. Sobre essa situação, o presidente do PTN, José Neres, o Zezé Carimbó, apresentou outra versão. “Fomos orientados pela executiva regional, que as alianças só poderiam ser concretizadas se envolvessem a majoritária e a proporcional. Mas isso não seria interessante para nós”, afirmou. Apesar disso, Carimbó confirmou que algumas desavenças e disputas internas teriam prejudicado a relação do grupo.
– Aconteceram alguns disse-me-disse e acusações que nos desagradou, além de situações em que a direção do PMN tentou esvaziar o nosso partido (PTN). Isso nos chateou bastante, pois percebemos que queriam nos boicotar. Essa decisão não tem nada a ver com o crescimento de A ou de B – revelou.
Presidente do PMN se defende
O presidente do PMN, Ronaldo Oliveira, disse que tudo não passou de uma precipitação do PTN, “que acreditou em inverdades”. Oliveira afirmou ainda, que além de não acreditar nessa história, não haveria nenhum privilégio da executiva regional para os pré-candidatos do PMN.
– Eles se afastaram baseados em boatos e inverdades. Foi um equívoco da executiva regional do PTN, porque a Lei eleitoral não exige que a coligação aconteça na majoritária e proporcional. Essa história de boicote nunca existiu. A executiva regional do PMN iria ajudar a todos de maneira igual – frisou Oliveira.
O presidente do PMN garantiu ainda, que a filosofia do grupo permanece. “Vamos continuar tentando coligar com outras proporcionais. Além disso, confiamos no potencial do nosso grupo”, frisou Oliveira, destacando também, que já está conversando com alguns grupos para fechar outras coligações.
Pré-candidatos estão divididos
Os pré-candidatos estão divididos e alguns criticaram a posição do PMN. Um dos descontentes é Claudinho do Bumbum Lanches. “Não acredito que tenha ninguém com medo. O que está acontecendo é que existem pessoas que não honram o que tratam. Estávamos juntos há cerca de um ano e agora sem motivo eles desistem. Nunca é demais lembrar, que a decisão não foi unânime como estão dizendo”, desabafou.
Outro pré-candidato que poderia ser um dos motivos da separação, Alessandro Silva, afirmou que desconhece essa história de favorecimento para os integrantes do PMN. “Eu não acredito nisso”. Silva comentou ainda, que essa preocupação com a majoritária pode ter afastado os pré-candidatos Damião do Basílio, hoje no Democratas (DEM), e Zezinho do Radiador, que foi para o PTB. O pré-candidato disse também, que “não tenho culpa se o nosso nome está encontrando boa aceitação junto aos munícipes”.
Uma das pessoas que estavam presentes na reunião, foi a pré-candidata pelo PTN, Elizabeth Rosa Marins, a “Beth do Cachorro Quente”. Além de votar contra o cancelamento da coligação, Beth disse que essa situação não podia acontecer, porque esse foi o primeiro grupo a ser montado.
– Por que desfazer a coligação agora na reta final? Agora estão de cara feia um com o outro e esqueceram que nossa coligação era uma família. Aliás, essa amizade fez juntar essas pessoas. Penso que os dois grupos foram prejudicados”, declarou