Guilherme Duarte

Conforme o jornalista Alfonso Martinez antecipou em sua coluna, a juíza Roberta Costa, da 2ª Vara de Rio Bonito, marcou para o próximo dia 7 de agosto o julgamento de três dos seis acusados de participar do assassinato do milionário Renné Senna. De acordo com a juíza, o ex-PM Anderson da Silva de Souza – acusado de ter efetuado os disparos –, o soldado Ronaldo Amaral de Oliveira e Ednei Gonçalves Pereira – acusado de estar guiando a moto no momento do assassinato – serão julgados no dia 7 de agosto, no 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Eles serão julgados por homicídio duplamente qualificado e podem pegar de 12 a 30 anos de prisão.

Ainda segundo a magistrada, a viúva Adriana Almeida, a professora de Educação Física Janaína Silva de Oliveira e o cabo Marco Antônio Vicente não serão julgados no dia 7 de agosto porque estão recorrendo a sentença de pronúncia. O julgamento dos três só será marcado após o julgamento do recurso em sentido estrito contra a sentença de pronúncia.

Em entrevista à FOLHA na última quinta-feira (19), a juíza Roberta dos Santos Braga Costa fez questão de deixar bem claro que não houve desaforamento e que foi uma escolha sua levar o julgamento para o 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. “Foi uma questão de logística. Cheguei a conclusão que seria mais adequado transferir o julgamento para o do Rio de Janeiro devido as instalações do local. Esse julgamento pode durar até três dias e por isso a estrutura do 1º Tribunal do Júri seria mais adequada”, revelou ela.
Minutos antes da entrevista, a juíza Roberta recebeu em sua sala o promotor Guilherme Macabu e o assistente de acusação, Marcus Rangoni, que também é advogado da filha de Renné Senna, Renata Senna. Segundo a juíza, “para uma conversa formal”. Com muita simpatia, Marcus Rangoni também explicou o motivo da sua visita. “Vim apenas para tomar conhecimento dos últimos movimentos do processo criminal. Preciso estar por dentro de tudo que acontece para exercer um bom trabalho no dia do julgamento. Graças a Deus chegou a hora. Espero que a justiça seja feita e que os responsáveis por esse bárbaro crime paguem pelo que fizeram”, afirmou Rangoni.

Relembre o crime

O crime ocorreu no dia 7 de janeiro de 2007, quando o milionário bebia e conversava com amigos em um bar. Dois homens desceram de uma moto e dispararam quatro tiros na direção de Renné. Segundo a denúncia, a viúva teria oferecido recompensa a cinco acusados para planejar e executar a morte do marido. O motivo seria o de que o marido pretendia terminar o relacionamento e excluí-la do testamento. No dia do julgamento o crime irá completar 1 ano e 7 meses.