RIO - Adriana Almeida, a viúva da Mega-Sena, deixou o presídio Nelson Hungria, em Bangu, na tarde desta segunda-feira, por volta das 17h 50m, e seguiu para Rio Bonito. Na saída, ela mostrava aparente tranqüilidade, mas ficou nervosa ao perceber a presença de jornalistas, preferindo não dar declarações.
Adriana deixou o presídio em um Honda Civic com placa de Pirassununga, conduzido por seu advogado Jackson Costa Rodrigues, seguida por um Fiat Palio, onde estava seu cunhado, que administra e mora na Fazenda Nossa Senhora da Conceição, que fica no distrito de Lavras, onde Adriana deve passar os próximos dias segundo seu advogado.
Com a fisionomia abatida, sem qualquer maquiagem, brincos ou colares, a Viúva da Mega-Sena se vestia de maneira simples: calça jeans, uma camisa branca com a palavra love e um par de sandálias rasteiras.
No caminho para a fazenda, os dois carros ainda pararam numa famosa lanchonete de fast food para comprar um lanche.
Adriana é acusada de ter mandado matar Renné Senna. Ganhador de um prêmio de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena, em julho de 2005, ele foi morto com pelo menos três tiros na cabeça, enquanto bebia cerveja com vizinhos em um bar em Rio Bonito, no dia 7 de janeiro de 2007.
Jackson fez nesta segunda uma peregrinação por Arraial do Cabo e Rio Bonito para conseguir a liberdade de sua cliente. Como Adriana responde a um outro processo em Arraial, por falsidade ideológica, o habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça para que ela fosse solta no fim de semana não pôde ser cumprido.
- Vou pegar um documento probatório de que ela não está presa pelo juízo de Arraial, mas pelo de Rio Bonito - explicou Jackson.
Adriana é acusada de não ter revelado seu real estado civil ao comprar um apartamento naquela cidade.
- Isso não é verdade, já que o imóvel foi pago com cheque da conta conjunta do casal. Foi perguntado a ela se era casada. Adriana não era, era divorciada e convivente. A vendedora do apartamento é testemunha de que não foi perguntado se ela vivia em união estável, mas se era casada - alegou o advogado.
Depois de conseguir este documento, o advogado teve que ir à comarca de Rio Bonito pedir à juíza um novo alvará de soltura.
- Como o plantão judiciário do Rio não pôde cumprir a ordem de soltá-la, já que o documento ganhou carimbo de "prejudicado", certamente ele voltou para a comarca de Rio Bonito - disse Jackson.
Fonte: Extra Online; Extra