Flávio Azevedo
“O que motivou essa greve é o fato do banco estar fazendo uma reforma, que embora seja muito oportuna, está acontecendo durante o expediente. Isso é perigoso, porque os funcionários estão trabalhando o dia inteiro em condições totalmente insalubres. Os clientes também estão expostos a essa situação”, disse o presidente em exercício do Sindicato dos Bancários de Niterói, Antônio Roberto Souza Lopes, para justificar a greve dos funcionários da agência do Unibanco, em Rio Bonito. A paralisação aconteceu na última quinta-feira (31), quando não houve atendimento ao público.
Os funcionários paralisaram as suas atividades, mas como determina a Lei, a compensação bancária e os caixas eletrônicos continuaram funcionando. Segundo Souza Lopes, “o Unibanco é um grupo financeiro que alcança anualmente altíssimos lucros e não pode deixar isso acontecer. Outro dia teve um funcionário que passou mal e foi até necessário ser hospitalizado”, revelou o sindicalista.
Os representantes do sindicato afirmam que o banco deveria investir na comodidade dos funcionários e clientes, funcionando provisoriamente em um novo endereço, até que a obra fosse concluída. “É impossível que R$ 20 mil reais vá fazer falta ao Unibanco. É o que eles gastariam a mais se fossem para outro endereço provisoriamente”, frisou Souza Lopes.
Defesa
De acordo com o gerente geral do Unibanco em Rio Bonito, Antônio Valmir Gomes de Carvalho, a agência funciona em um dos prédios mais antigos da cidade e necessitava de reformas urgentemente. A obra começou há cerca de 40 dias e segundo o gerente já estaria concluída, faltando apenas alguns remates. “Na próxima segunda-feira já estaremos funcionando”, disse.
Além da reforma física do prédio, Carvalho informou que também serão trocados toda mobília, máquinas e computadores da agência, que também vai contar com um novo circuito interno de câmeras e uma TV para distração dos clientes. “Essa reforma que está sendo realizada na agência de Rio Bonito está acontecendo em outros municípios do Brasil”, comentou o gerente, que reconheceu os transtornos causados pela obra. “Infelizmente, toda mudança causa complicações e atrapalha a rotina das pessoas, mas precisávamos realizar essa obra, porque o prédio não tinha vigas ou colunas”.
Na quinta-feira (31), não ouve expediente devido a greve dos funcionários, mas ontem (sexta-feira), a agência funcionou normalmente. A reportagem do FOLHA DA TERRA visitou a agência e verificou que as obras ainda não estão concluídas.