Guilherme Duarte
Pela segunda vez, em pouco mais de um mês, foi adiado o julgamento de três dos seis acusados de envolvimento no assassinato do milionário da Mega-Sena. Dessa vez, os motivos do adiamento teriam sido a ausência do advogado Maurício Neville, que defende o ex-PM Anderson de Sousa, e um pedido de habeas corpus feito pelo advogado de Ednei Gonçalves, que ainda está tramitando na Justiça. A juíza Roberta dos Santos Braga Costa, da 2ª Vara de Rio Bonito, remarcou a audiência, onde serão julgados Anderson Sousa, Ronaldo Amaral e Ednei Gonçalves, para o próximo dia 7 de outubro.
O julgamento, que inicialmente aconteceria no dia 7 de agosto, já havia sido adiado pelo desembargador Marcus Quaresma Ferraz, da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, no dia 5 de agosto. Ele aceitou uma liminar elaborada pelo próprio advogado Maurício Neville, que solicitava à Justiça mais tempo para estudar o depoimento dado recentemente por uma testemunha à polícia. Dias depois, a Justiça remarcou o julgamento para o dia 10 de setembro.
Apesar do cancelamento, os três réus chegaram a entrar no plenário. Algemado, o policial e ex-segurança de Renné, Ronaldo Amaral, chegou ao tribunal exaltado. Ele empurrou fotógrafos, cinegrafistas e até um policial. “Imprensa não era para estar aqui”, reclamou. Anderson Sousa, Ednei Gonçalves Pereira e Ronaldo Amaral de Oliveira são acusados de homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa; homicídio qualificado à traição, de emboscada ou dissimulação e concurso material. De acordo com o inquérito, Anderson é suspeito de ter sido o autor dos disparos que matou Renné. Ronaldo é dono de uma motocicleta que seria a utilizada no crime, e estaria, segundo a acusação, pilotando a moto. A viúva Adriana Almeida, sua amiga Janaína Oliveira e o também ex-segurança Marco Antônio Vicente serão julgados separadamente por terem recorrido na Justiça da sentença de pronúncia, que determina que os réus sejam levados a júri popular.
A juíza Roberta dos Santos Braga Costa explicou os motivos que a levaram adiar o julgamento. “No caso do Anderson, o advogado não veio e não apresentou atestado médico; Ednei tem um habeas corpus que ainda está tramitando na Justiça; Em relação ao Ronaldo, o Ministério Público (MP) pediu o adiamento porque os executores devem ser julgados antes dos outros participantes”, explicou a juíza, que irá presidir o julgamento no plenário do I Tribunal do Júri, que fica na Rua Dom Manuel, no Centro do Rio.