Flávio Azevedo

Com o objetivo de ajudar os nossos leitores a votarem com mais consciência nas eleições de 5 de outubro, o FOLHA DA TERRA está transcrevendo as entrevistas concedidas pelos candidatos a prefeito de Rio Bonito, nos dias 17, 24 e 31 de agosto no programa “O Tempo em Rio Bonito”, da rádio Sambê FM (105,9). Eles responderam perguntas sobre todos os setores da administração municipal. O primeiro entrevistado foi o vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (PR), da coligação “O Melhor Para Rio Bonito”, seguido pelo deputado Marcos Abrahão (PSL), da coligação “Renovação Já”. Fechou a série de entrevistas o prefeito José Luiz Antunes, o Mandiocão (DEM), que busca a reeleição pela coligação “Quem Compara Vota”. Devido ao tamanho da entrevista, ela foi dividida em três edições. Confira a última parte.

Trânsito: O trânsito de Rio Bonito, sobretudo no Centro, a cada dia fica mais confuso. Ultimamente os engarrafamentos no Centro da cidade são constantes, principalmente na hora do rush. Como solucionar esse problema?

Reis: Pretendo trazer um profissional conhecedor da área para solucionar esse problema. Dentro do modelo de governo participativo, acredito que precisamos ouvir a população e os comerciantes para resolver esse problema. Mas acho que se fizermos um estacionamento sobre o canal da Av. Manuel Duarte, o trânsito vai ficar mais desafogado.

Marcos Abrahão: Você esteve lá na engenharia de tráfego da cidade? Você sabe onde é? Sabe por que não existe esse setor? Porque diploma não governa. É o que dizem! Precisamos de gente preparada para trabalhar nesse setor. Não é empurrar uma rua para lá, quebrar meia dúzia de calçadas, botar um semáforo de qualquer jeito e quem entende do assunto fica de fora. A cidade precisa crescer em direção as Avenidas Manuel Duarte e Sete de Maio. Porém, o Centro da cidade é um corredor que deveria se desenvolver em direção a Cidade Nova e ao Rio do Ouro, como aconteceu em direção à Praça Cruzeiro.

José Luiz: Temos um estudo feito por uma empresa especializada sobre a situação do trânsito em Rio Bonito, que será referência para a implementação de um amplo trabalho de melhorias, que, entre outras coisas, prevê alterações de fluxo nas Avenidas Sete de Maio e Castelo Branco (Rua dos Bancos), Manuel Duarte e na Praça Dr. Astério Alves de Mendonça. Haverá também a colocação de três semáforos. Essas medidas vão mudar o fluxo de veículos. No próximo ano, também realizaremos um concurso para a contratação de mais agentes de trânsito.

Urbanismo: A mudança no trânsito passa por transformações urbanísticas que há algum tempo já deveriam ter sido realizadas. Mas os corretores de imóveis afirmam que o gabarito de construção deveria ser revisto, porque construir prédios de apenas oito andares é, atualmente, sinal de prejuízo. Alguns apartamentos são vendidos a R$ 350 mil, no Centro. É bom lembrar também, que temos uma estrada centenária em nosso município, que foi fechada pela Justiça, que tomou essa decisão a favor da ViaLagos. A deputada federal Solange Almeida disse para nós que essa concessionária tem um departamento jurídico muito forte, mas eu não acredito que seja mais forte que o de uma prefeitura. Como o senhor pretende resolver essas situações?

Reis: Como vou criar a Secretaria Municipal de Segurança, a Secretaria de Urbanismo não vai mais existir. Mas um problema sério que temos hoje, é a demora na aprovação das plantas apresentadas pelas construtoras. Sobre o gabarito, nós vamos fazer um estudo e criar um departamento para analisar essa situação junto à sociedade. Sobre a estrada que foi fechada em Jacundá, essa ViaLagos tem um poder enorme, mas pretendo estudar esse contrato e resolver essa situação. Além disso, eles fizeram uma covardia com os moradores dos bairros Três Coqueiros, Boqueirão e Vertente, que ficaram sem acesso. Vou comprar uma briga com a ViaLagos, como vou comprar com a Autopista Fluminense, que ganhou a concessão da BR-101, para que resolvam os casos desses viadutos perigosos em Rio do Ouro e Praça Cruzeiro.

Marcos Abrahão: Uma assessoria forte se chama dinheiro. A ViaLagos chega com dinheiro, compra alguém – aqueles que tem preço –, aí a assessoria jurídica de quem foi comprado se torna fraca. Quero ver se a assessoria deles vai ser forte quando Marcos Abrahão for prefeito. Agora, eu fiz um curso de Corretor de Imóveis. Já sentei com diversos empresários e acho esse gabarito atual um absurdo. Qual é o problema de construir um prédio de 20 andares? Você não pode construir um espigão na Serra do Sambê. Agora, no Centro e em alguns bairros residenciais? Vamos liberar. Rio Bonito não é mais uma cidadezinha. Temos que crescer, ser uma metrópole e gerar emprego de forma sustentável. Precisamos ter os setores bem desenvolvidos. A ViaLagos será visitada por mim e eles me conhecem, ou então vão para Rio das Ostras.

José Luiz: Todo governo deve estabelecer metas e trabalhar em conjunto com a população. Para elaboração do Plano Diretor, em 2006, foram feitas quatro audiências públicas com moradores e representantes da sociedade civil organizada. De forma transparente e democrática, ficou decidido qual seria o gabarito de construção. Dentro dessas diretrizes, qualquer modificação nesse sentido a sociedade deve novamente ser consultada. Temos defendido as causas públicas e comprovamos isso em vários ofícios que enviamos a ViaLagos e a Autopista Fluminense cobrando melhorias para a segurança de moradores e motoristas. O direito de ir e vir continuará a ser defendido e qualquer irregularidade será contestada de maneira legal.

Agricultura: Os produtores rurais, sobretudo os de menor porte, sentem falta de incentivos municipais que possibilitem a eles, além de um melhor escoamento dos seus produtos, uma visibilidade melhor para negociar diretamente com o consumidor. Podemos dizer que a falta de políticas voltadas ao homem do campo, é a principal causa do êxodo rural, que incha o centro da cidade. Quais são os seus projetos para essa classe?

Reis: Antes de falar do meu plano, me entristece ver que o prefeito, apesar de ser um homem do campo e produtor rural, sequer olhou para a agricultura nesses quatro anos. A agricultura está morta. Vim do interior, da Mata, mais precisamente, e reconheço que essas pessoas não são valorizadas. Muitas vezes o sitiante não tem produto, e quando tem, não tem preço. Quem lucra é o supermercado e a quitanda. Vamos conceder incentivos ao pequeno produtor, através da criação de uma cooperativa onde o município vai oferecer maquinário, adubo e semente. A prefeitura vai comprar os produtos da cooperativa e mandar para as escolas, creches, asilos e hospitais do município. Também precisamos preparar as estradas, porque existem momentos em que o produtor não tem como escoar a produção. Isso é uma covardia. Outro projeto é a piscicultura, que também terá o mesmo destino dos produtos rurais.

Marcos Abrahão: Nós temos um Complexo Agrícola que não serve para nada. O mato está tomando conta. Temos ali a ViaLagos, por onde passam milhares de pessoas todos os dias. Precisamos pegar a produção dos nossos produtores e levar para esse local. Podemos criar no local, algo semelhante ao Ceasa, para que o viajante pare ali e compre produtos sem agrotóxicos. O dinheiro arrecadado pode transformar a vida das pessoas. Precisamos mudar a cara do Complexo Agrícola, ajudar o pequeno produtor e existe verba para isso.

José Luiz: Estamos empenhados em dar melhores condições para os nossos produtores rurais. No início de 2007, a ex-secretária de Agricultura realizou reuniões em Catimbau Pequeno, Rio Seco, Mata e Braçanã, onde foi colocado à disposição dos pequenos produtores rurais um caminhão para transportar os produtos para o CEASA. Além disso, disponibilizamos um galpão no Complexo Agrícola, as margens da Via Lagos para vender diretamente os seus produtos. Quanto aos projetos e programas disponibilizados pela Secretaria de Agricultura para amparar o pequeno produtor, podemos destacar as campanhas de Vacinação Contra a Brucelose, Programa de Assistência Básica ao Pequeno Produtor Rural, Piscicultura, Produção de Mudas, entre outras.

Fazenda: Funcionários da Secretaria Municipal de Fazenda garantem que Rio Bonito perdeu muito em arrecadação, devido à saída de várias empresas para Saquarema e porque o facilitador que atraia as empresas de fora também foi para aquele município. Como competir com Saquarema, atraindo novas empresas e não permitindo que aquelas que aqui estão deixem o município?

Reis: Parabenizo a ex-prefeita Solange Almeida por ter implantado esse plano que levantou a nossa arrecadação. Nesse setor tem que ter um secretário conhecedor. Temos perdido muitas empresas por culpa do prefeito que dispensou um funcionário vital para essa captação de empresas. Por esse motivo nós perdemos hoje cerca de R$ 800 mil em arrecadação e isso me preocupa. Precisamos agilizar o atendimento para essas empresas. Vou rever a cobrança do IPTU, principalmente para o Green Valley, onde o imposto foi reajustado em cerca de 100%, mas infelizmente eles não têm saneamento, pavimentação e segurança. Precisamos captar novas empresas e oferecer um Condomínio Industrial sólido.

Marcos Abrahão: Os contadores conhecem o meu pensamento sobre isso e sabem que quando eu fui vereador eu era contra esse plano. Naquele tempo havia 390 empresas registradas na Serra do Sambê. Fui verificar e quando cheguei no local existia um galinheiro nos fundos. Nós vamos chamar os contadores e colocar 40 empresas por endereço e gerar pelo menos quatro empregos. Elas têm que dar algum retorno ao município. Talvez, fosse a oportunidade do primeiro emprego.

José Luiz: Estamos investindo para buscar novas empresas, porque a implantação do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) vai atrair muitas empresas nacionais e estrangeiras. Nosso compromisso é gerar emprego e renda para a cidade. Quanto a arrecadação, houve aumento de 33% de 2004 para 2007. Algumas empresas sediadas aqui foram embora, porque eram devedoras e não queriam pagar os impostos em atraso. A implantação do GissOnline trouxe benefícios à arrecadação e aos contribuintes.

Fazenda II: Sobre a pesquisa da Firjan, que coloca Rio Bonito em 91º colocação em qualidade de saúde, eu tenho dúvidas da veracidade desse resultado, porque há cerca de seis meses, outra pesquisa colocava a cidade como a 4º do país em criação de empregos com carteira assinada. Isso, graças as cerca de 12 mil empresas que estão registradas em nosso município, mas funcionam em outros lugares. Por mais que estejamos ruins em saúde, não estamos atrás de Tanguá e Silva Jardim, porque os doentes desses municípios vêm diariamente para Rio Bonito em busca de atendimento médico. Como fazer com que essas empresas gerem empregos aqui em nossa cidade? Aliás, alguns contadores dizem que alguns deles chegam a ter 87 empresas locadas em um mesmo endereço.

Reis: Primeiro vou voltar à saúde e dizer que eu acredito nessa pesquisa, porque a área da saúde está ruim. As localidades de Mata e Nova Cidade ficaram muito tempo sem médico. Sobre essas empresas, no governo de Solange nós chegamos a ser o primeiro lugar em geração de emprego. Um estudo tem que ser feito, mas existe uma Lei para esse limite de empresas por sala. Contudo, temos que ter cuidado para não perdermos essas empresas. Aleguem pode achar imoral, mas não é ilegal. Além disso, não podemos perder a arrecadação. Quero muito gerar mais emprego, mas sem correr risco de perder as empresas.

Marcos Abrahão: O comércio está aquecido com a campanha eleitoral e precisamos disso. Agora tem outra coisa, não podemos ficar trazendo artistas apenas para que ele se promova. Vamos investir em cursos de informática para as escolas e fazer política trazendo benefícios para a cidade. Não adianta oferecer uma alegria momentânea e, quando a criança chega na sala de aula, ela não sabe interagir com o mundo globalizado.

José Luiz: A pesquisa da Firjan mostra que Rio Bonito é a 20ª colocada no Estado, avaliando os dados de geração de emprego e renda, saúde e educação. Aqui as pessoas falam da pesquisa publicada pelo jornal O Dia que errou apenas no gráfico, os dados estão corretos, mas na hora de fazer o gráfico eles colocaram nossa cidade como a penúltima em Saúde. Mas quem ler a matéria completa ou procurar o site da Firjan vai conferir que somos os melhores colocados entre todas as cidades de nossa região. A geração de empregos na cidade virá de forma natural com a implantação do COMPERJ.

Administração: A prefeitura tem uma dívida de cerca de R$ 45 milhões com o Instituto de Previdência do Município, o IPREVIRB, que é o fundo de pensão dos servidores municipais. Como o senhor pretende negociar essa dívida? De acordo com o Procurador Geral do Município, Guilherme Cordeiro, a dívida já foi parcelada e aguarda apenas a aprovação da Câmara para que a Prefeitura comece a fazer os repasses. Se o senhor herdar essa dívida, como pretende acertar essa situação?

Reis: Quem deve tem que pagar. Eu não gosto de dever a ninguém, por isso, vamos negociar essa dívida e pagar de uma forma que não prejudique o município. Sobre o parcelamento, essa mensagem está analisada pelas comissões da Câmara. Essa dívida de R$ 45 milhões e o número de meses negociados são preocupantes. Quando eu for prefeito vou sentar com o Procurador Geral e analisar qual a melhor forma de quitar esse débito, porque também não quero problemas com o Ministério Público.

Marcos Abrahão: Isso é um caso delicado e tenho que tomar conhecimento da situação na íntegra para falar alguma coisa, para que eu não cometa injustiças. O atual governante é quem deve resolver. Sei de uma coisa: vamos ouvir a direção do IPREVIRB, porque não podemos decidir nada sozinhos.

José Luiz: Em janeiro de 2005, ao assumirmos a prefeitura, na conta “restos a pagar” encontramos uma dívida com o IPREVIRB da ordem de R$ 10 milhões, referente a falta do repasse das contribuições retidas dos servidores e a parte patronal dos meses de novembro, dezembro e 13º salário do ano de 2004, que era de R$ 591.763,60, que já pagamos ao Instituto, e mais um passivo atuarial registrado no valor de R$ 9.847.708,41 que deveria começar em abril de 2000. Em novembro de 2007, o município e o IPREVIRB sofreram auditoria da Receita Federal tendo ficado constatado que o governo passado deixou de tomar as providências necessárias para a integralização do Fundo Previdenciário, conforme prevê a Lei 844/2000. Dessa forma a prefeitura e o IPREVIRB, com apoio da Fundação Coppetec, da UFRJ, promoveram a atualização dos valores anteriores. Foram levantadas seis opções de pagamento. Essa mensagem é a 23/2008, que está na Câmara aguardando a aprovação.

Política: Atualmente vivemos um momento político muito conturbado entre Prefeitura e Câmara Municipal. Como será o seu relacionamento com a Câmara que será eleita em 2009?

Reis: Precisamos trabalhar em parceria com a Câmara e sem mentiras. Vamos jogar limpo e caminhar rumo ao progresso do município, com parcerias. Ao contrário do atual prefeito, eu quero parceria com Solange, com Abdalla, com Paulo Melo e principalmente com os vereadores. Quantas vezes a deputada Solange tentou ajudar, e a prefeitura não aceitou? Vamos fazer uma campanha limpa mostrando o que é “melhor para Rio Bonito”. O deputado Paulo Melo garantiu que vai me levar no primeiro dia de governo para conversar com o governador Sérgio Cabral, para buscarmos recursos para Rio Bonito.

Marcos Abrahão: A administração pública tem que ser transparente e precisamos saber o que está acontecendo. Porque esse jogo de empurra entre Executivo e Legislativo? Cuidado com a fraude eleitoral! Tem gente que diz ser candidato e não é. Nós vamos fazer um mandato participativo e a Câmara de Vereadores tem que estar presente nessas decisões. Acho difícil pensar que o vereador não quer o bem da sua comunidade. Certos projetos serão aprovados assim: enviamos a mensagem para a Câmara, no dia da votação vamos trazer para o plenário a comunidade interessada. Quero ver vereador votar contra.

José Luiz: Pelo que eu já senti na minha pele, não é apenas uma política conturbada, mas perigosa. É difícil trabalhar. Mas acho que precisamos unir os três poderes e termos uma política que priorize a paz. Os poderes devem trabalhar em comum acordo. Porém, penso que uma renovação é importante. Por isso, que eu convidei Matheus Neto para ser o meu vice. Precisamos renovar o quadro político. Em 2012 vou embora e ele fica, porque essas crianças estão atualizadas, de cabeça fresca. Essa renovação deve acontecer no Executivo e no Legislativo.

Política II: Na inauguração do Comitê do prefeito José Luiz, em Praça Cruzeiro, o advogado Saulo Borges, fez uma revelação muito séria. Segundo ele, em uma das reuniões do prefeito com vereadores, quando o chefe do Executivo perguntou como ele poderia ajudá-los, um deles bateu no bolso e disse que queria dinheiro. No seu comício na Serra do Sambê, o prefeito repetiu o que foi dito por Saulo Borges. Qual a sua opinião sobre isso?

Reis: Isso me preocupa. Saulo é um amigo, mas deu uma declaração muito séria. Na Câmara somos 10 vereadores sérios e preocupados com o município. Tem prova? Porque palavras o vento leva. Agora, deixar chegar perto da eleição para dizer isso é covardia. Por que não falaram isso há três anos atrás? Vindo de Saulo Borges eu fico triste, mas do atual prefeito espero tudo. O Presidente da Câmara, Carlos Cordeiro Neto (Caneco), pode entrar com uma ação contra Saulo Borges e contra o prefeito, porque isso foi falado publicamente e a população precisa saber em quem estará votando, porque vereador que pede propina não merece ser eleito e deve perder o mandato que tem. Vou conversar com Caneco, com a Procuradoria da Câmara e entrar na Justiça para que eles provem o que disseram. Eu tenho a consciência tranqüila.

Marcos Abrahão: Ouvindo as pessoas você não vai ouvir isso. Se você escuta isso é porque alguém deu motivos. Acho que o meu amigo Saulo Borges e o prefeito deveriam ter tomado uma providência na hora. Agora, não é esperar passar três anos – e todos se davam bem – e de repente começam a brigar e trocar acusações. Se vierem me dizendo que a única maneira de governar é vendendo, comprando ou negociando com vereador, aviso que isso não faz parte da administração de Marcos Abrahão e Adílio. Creio que isso não é vontade dos vereadores e penso que eles podem ter sido induzidos a cometer esse ato. Agora, a culpa disso é de governantes passados que iniciaram essa prática. Isso deveria ser investigado a fundo.

José Luiz: Aqui não temos uma briga política e sim uma perseguição política. Na minha primeira administração disseram que eu não ia tomar posse. Agora, dizem que eu não sou candidato. Eu tenho trabalho para mostrar. Todos esses vereadores que estão contra mim, apoiavam a outra administração, que não conseguiu ter o volume de obras que nós temos. Mas precisamos abandonar as picuinhas, mostrar trabalho em prol da comunidade e esquecer os interesses particulares. Eles votaram contra as minhas contas, mas aprovaram as contas de 2000, 2002 e 2004, da administração anterior. O interessante é que no caso dela (a administração Solange Almeida), o Tribunal de Contas do Estado (TCE), além de rejeitar as contas, também não aceitou a defesa, que foi feita dentro do prazo. Eu, apenas perdi o prazo de me defender. É ou não é perseguição.