O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar nesta quarta-feira (1) adiando o julgamento do ex-policial militar Anderson Silva de Sousa, um dos acusados pelo assassinato do milionário Renné Senna, que ganhou R$ 52 milhões na Mega-Sena. A decisão atende pedido da defesa do ex-PM. O julgamento estava previsto para o dia 7 de outubro.

De acordo com inquérito da Delegacia de Homicídios do Rio, Anderson Sousa teria sido contratado por Adriana Ferreira Almeida, viúva do milionário, para assassinar Renné Senna, que era deficiente físico. Segundo a denúncia, Sousa teria feito o disparo que matou o milionário. Souza nega envolvimento com o crime, que ocorreu em janeiro de 2007, em Rio Bonito (RJ).

Na época, a polícia concluiu que Adriana encomendou a morte do marido porque ele havia ameaçado tirá-la de seu testamento. Senna teria tomado a decisão por desconfiar que a esposa tinha um amante. Adriana sempre negou envolvimento com a morte do marido.

Pela decisão do ministro Eros Grau, o julgamento do ex-PM ficará suspenso até a análise do mérito do habeas corpus impetrado no Supremo, que ainda não tem data definida para ocorrer. Anderson Sousa está preso há um ano e oito meses.

O advogado Maurício Neville, que defende o ex-policial, disse ao G1 que pediu a suspensão do julgamento por que a juíza da 2ª Vara de Rio Bonito não o autorizou a fazer perguntas aos co-réus, fato que prejudicaria a defesa de seu cliente, por “violar os princípios da ampla defesa”.

Viúva do milionário

No dia 27 de junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus que garantiu liberdade a Adriana Almeida. A decisão da 5ª Turma do tribunal foi tomada com a justificativa de que a demora na prisão da viúva do milionário evidenciava constrangimento ilegal à acusada. Ela ficou presa por um ano e seis meses.

Nesta segunda (30), o mesmo STJ negou ação protocolada pela defesa do ex-PM, que pedia a extensão do benefício concedido a Adriana. O advogado Maurício Neville afirmou ao G1 que ainda nesta semana entrará com novo habeas corpus, dessa vez no STF, pedindo um alvará de soltura para o ex-policial.