A filha do milionário da mega-sena, Renata Sena, de 26 anos, está mais perto de conseguir sair do país. No último dia 30, a juíza Roberta dos Santos Braga Costa, da 1º Vara Criminal de Rio Bonito desbloqueou os bens que constavam em nome de seu pai, Renné Senna, morto em janeiro de 2007.

No entanto, Renata só vai poder movimentar o dinheiro se a 1º Vara Cível de Rio Bonito, onde corre o processo do inventário, autorizar.

Renata quer deixar o país com o filho, René Sena Neto, de um ano, e com o marido.

- Ela está com muito medo de ser assassinada pelos autores da morte de seu pai - disse o advogado Marcus Rangoni, que representa a herdeira.

Seis pessoas foram acusadas da morte do milionário. Entre elas, a viúva de Renné, Adriana Almeida. Os bens que constam em seu nome continuam bloqueados pela Justiça.
Relembre o caso

Renné Senna foi morto com pelo menos três tiros na cabeça, enquanto bebia cerveja com vizinhos em um bar em Rio Bonito, no dia 7 de janeiro de 2007. Testemunhas disseram que os tiros foram dados por dois homens, que chegaram em uma moto preta. O milionário, que não tinha as duas pernas, estava a bordo de seu quadriciclo quando foi baleado.

No dia do crime, surgiram as primeiras acusações contra a viúva, vindas da família da vítima: Adriana Almeida havia passado o réveillon com o amante em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. O apelido que ganhara do próprio amante caiu na boca do povo. De uma hora para outra, Adriana virou a Égua Loura. No dia 30 de janeiro do ano passado, ela foi presa.

Antes de morrer, Renné fez um testamento dividindo igualmente sua fortuna entre a única filha, Renata Senna, e a viúva. Ele ganhara 51,8 milhões em julho de 2005. Atualmente, por decisão da Justiça, a herdeira administra os bens do pai. Caso seja condenada, Adriana terá de repassar o direito sobre a herança para seus três filhos.