Aécio Múcio Mansur foi um comerciante tradicional de Rio Bonito (RJ), figura muito ligada à história e à vida social da cidade, lembrado pelo espírito público, simplicidade e forte vínculo com sua terra natal.
Aécio Múcio Mansur nasceu em Rio Bonito, apaixonado pela cidade e pelas suas histórias. Faleceu em 22 de fevereiro (aos 78 anos).
Ele foi casado por 50 anos com Aidélia Elias Mansur, com quem teve três filhos (Táina, Aécio e Gibran) e cinco netos. Era conhecido como um homem simples, amigo da família, dos amigos e da cidade, muito querido pelo convívio próximo e pela maneira calorosa de contar casos.
Aécio se destacou como comerciante e empreendedor em Rio Bonito. Foi proprietário da primeira máquina de beneficiamento de arroz da cidade, entre as décadas de 1950 e 1960, atuou como grande exportador de urucum (matéria‑prima do colorau) e foi dono da Casa Mansur entre 1954 e 1976.
A trajetória de Aécio se confunde com a história local: ele foi sócio benemérito do Esporte Clube Fluminense de Rio Bonito e ajudou no fortalecimento do clube, especialmente na gestão do advogado Benedito Caridade. Em reconhecimento à sua importância, a Câmara de Vereadores deu seu nome à praça do bairro Green Valley (Praça Aécio Múcio Mansur).
Além da atuação econômica e comunitária, Aécio ficou marcado como um grande contador de histórias, especialmente sobre o acidente do avião Marimbá, ocorrido em 1939, episódio que acompanhou ainda criança e que relatava com entusiasmo ao longo da vida. No livro “Curriola”, do poeta Leir Moraes, ele aparece como o personagem “Montanha”, apelido que remetia à sua grande força física na juventude, reforçando a imagem de figura marcante e carismática na memória de Rio Bonito.