

24/11/2010 10:54:04
Lívia Louzada
Há uma semana à frente da 3ª CIA da Polícia Militar de Rio Bonito, o capitão Odair de Souza Vianna, de 42 anos, recebeu, na tarde da última sexta-feira (12), a equipe de reportagem da FOLHA DA TERRA, em sua sala na Companhia, para uma entrevista exclusiva. Ele contou como deve ser o trabalho que pretende implantar na cidade, sobre os principais delitos que deve coibir, e medidas que está tomando para tentar aumentar o efetivo no município.
O novo comandante substitui o capitão João Paulo Rodrigues, que ficou um ano e um mês, no comando da corporação. O capitão Odair elogiou o trabalho desenvolvido pelo antigo comandante e disse que deve dar continuidade as ações já adotadas. “As operações para coibir o tráfico de drogas, que já vinham sendo feitas, e muito bem feitas pelo capitão João Paulo, diga-se de passagem, vão continuar sendo implementadas. Temos viaturas em locais específicos, temos um levantamento de onde vem e quem são os criminosos que fazem esse tipo de delito. O capitão João Paulo já tinha esses dados especificados, e já me passou”.
Além de dar continuidade ao trabalho do seu antecessor, o capitão Odair disse que sua prioridade é coibir furtos e roubos na cidade. Ele quer adotar medidas de prevenção a alguns tipos de crimes, e para atingir o resultado desejado, pretende fixar uma viatura em um ponto estratégico da cidade. “Temos que tentar minimizar ao máximo, o furto e roubo a transeuntes. Quero continuar as prisões de traficantes, mas também tentar fazer um trabalho de prevenção, para que esses delitos não ocorram mais. É essa a minha prioridade. Quero colocar uma viatura fixa, especialmente na área do Centro, onde fica o comércio e os bancos para evitar ‘saidinhas de banco”.
Quando perguntado sobre os principais delitos que pretende combater na cidade, o capitão brincou, se referindo a grande quantidade de motociclistas que não usam capacete. “Um problema que já percebi na cidade, é que aqui parece que é meio proibido andar de capacete. Não sei o que acontece, mas parece até que é uma lei municipal, que proibi as pessoas de utilizarem o objeto”, ironizou, deixando claro que motociclistas imprudentes não terão a complacência da autoridade policial.
Ao ser perguntado sobre o pequeno efetivo de policiais militares de Rio Bonito, o comandante disse que já tomou algumas providências, e que um curso preparatório de policiais apenas da região, deve ser realizado para suprir o quantitativo não só do município. “Já solicitei mais uma viatura, e estou tentando pedir mais uma, mas sei das dificuldades, pois não depende só do nosso comandante, o coronel Marcos Ribeiro, pois ele está procurando ajudar. Os policiais que se formarão no curso daqui, ficarão aqui mesmo, e não precisaria trazer homens de fora da região. Também estou conseguindo recuperar alguns homens, e teremos melhorias no efetivo”, revelou .
Apoio da população
De acordo com o capitão, outra característica de seu trabalho, será a informação. Segundo ele, a ajuda da população é muito importante, tanto para a polícia ficar informada sobre os crimes que estão acontecendo, quanto para resolvê-los. “Trabalho muito com a informação. Eu costumo trabalhar com a população. A informação quem tem é o povo. Vou ao Conselho Comunitário de Segurança, vou às ruas, vou conversar com as pessoas, para colher informações. Com o passar do tempo, é que saberei quais são as prioridades do município. Inclusive peço a colaboração da população. Temos o 190, para que as pessoas liguem. Dessa forma podemos fazer parcerias, junto com a Polícia Civil e também com a Guarda Municipal”, avaliou.
Experiência em três corporações
Carioca, divorciado e pai de dois filhos o Capitão Odair Vianna tem 12 anos de Polícia Militar. Antes de ingressar na corporação, em 1999, através da Academia de Polícia Militar, ele serviu ao Exército durante seis anos. Logo depois entrou para o Corpo de Bombeiros, onde foi salva-vidas durante mais dois anos.
Já como policial militar, trabalhou no Palácio Guanabara, no governo Benedita da Silva, e em 2002 foi transferido para Cabo Frio, onde ficou cinco anos como chefe da P2 (Serviço de Inteligência da Polícia Militar). Trabalhou no 23º Batalhão (Leblon), e depois no 32º (Macaé), onde comandou o policiamento em Casimiro de Abreu, até ser transferido para Rio Bonito.
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