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Disputa política acaba na polícia

05/10/2008 10:16:22

Flávio Azevedo

A disputa eleitoral em Rio Bonito protagonizou cenas hollywoodianas na madrugada de ontem (sexta-feira, 3), quando, de acordo com informações da 119ª DP (Rio Bonito), o Vectra dirigido pelo tecnólogo de petróleo e gás, Deivisson de Souza Oliveira, (23), que trafegava pela RJ – 124 (ViaLagos), em companhia dos estudantes Rogério Helayel Tavares Filho (23) – parente do atual vice prefeito do atual vice-prefeito Aires Abdalla –, Rodrigo Antonieto Dutra (22) – filho do vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (PR), candidato a prefeito de Rio Bonito – e o motorista Georgio Anderson dos Santos Cruz (31), teria sido alvo de tiros que vieram de um gol verde escuro que seguia os jovens, por volta das 2h.

As vítimas disseram em seus depoimentos, que eles saíram para fiscalizar as placas de campanha de Reis e Solange, que, segundo eles, “estão sendo depredadas por adversários políticos”. Próximo a localidade de Três Coqueiros, os jovens perceberam que estavam sendo seguidos por um gol verde escuro, que tinha a cobertura de uma motocicleta. Amedrontado com a situação, Deivisson dirigiu até o posto do BPRv de Boa Esperança, na expectativa de encontrar um policial na beira da estrada. No Km 13 da ViaLagos, segundo os depoimentos, os integrantes do Vectra teriam ouvido disparos, “mas não soubemos precisar em qual direção”.

Os jovens aceleraram o veículo e entraram no Parque Andréa, mas quando retornavam ao Centro de Rio Bonito, os integrantes do Vectra viram o veículo que os seguia parado em um trecho da estrada, próximo de Boa Esperança. Segundo eles, homens, que eles não conseguiram identificar, estavam fora do veículo com armas nas mãos. Ainda segundo informações da 119ª DP, os policiais militares Eduardo Freire e Wellington Monteiro foram ao local. Após uma minuciosa busca no local, os policiais não encontraram nenhum projétil, para ser periciado.

Guarda Municipal é preso no Centro

A denúncia de que um homem negro, forte, com uma touca ninja e possivelmente armado, circulava pela cidade em uma motocicleta Honda Twister vermelha, chegou a 3ª CIA de Policia Militar, por volta das 5h da manhã. De acordo com o registro da 119ª DP, policiais militares saíram para investigar a denúncia, e por volta das 5h10min encontraram o guarda municipal Marco Antonio da Silva dos Anjos, de 34 anos, que trafegava na Av. Martinho de Almeida, na Mangueirinha, no sentido ao Centro da cidade. Marco Antonio portava um revólver Taurus, calibre 32, cano curto, que estaria sem munição. Por não possuir porte de arma, ele recebeu voz de prisão dos PMs. O guarda municipal também portava um cinto de guarnição (porta algemas), que continha um frasco de soro e um colírio. Ele não reagiu a abordagem e foi levado à Delegacia de Rio Bonito.

O advogado Sidnei Moraes, que defende Marco Antonio, contou que o guarda municipal dormiu na casa de um amigo na Mangueirinha e saiu de casa por volta das 5h em direção a Boa Esperança, onde mora. Ainda segundo o advogado, Marco Antonio costuma vestir uma touca ninja embaixo do capacete por causa do frio. “A única acusação que existe contra ele é o fato de ser detido com uma arma sem possuir o porte”, disse o advogado, que preferiu não comentar a entrevista coletiva dada pelo grupo de coordenação de campanha do prefeito José Luiz Antunes, que afirmou que Marco Antonio não é guarda municipal e não possui nenhum vínculo com o prefeito e com o município.

Coletiva da coordenação

Por volta das 14h30min, os coordenadores de campanha do prefeito José Luiz Antunes (DEM), Jerônimo José Dias e Cantianila Moreira, juntos com os advogados Leandro Weber e Bruno Castelo Branco, deram uma entrevista coletiva a imprensa. Segundo Leandro Weber, esses episódios não dizem respeito ao prefeito. “Na verdade, quem tem sido vítima de propaganda irregular, jornais apócrifos, que atacam o seu nome ao longo da campanha é o prefeito José Luiz”, disse.

– Isso acontece, porque o prefeito está na frente na pesquisa, que está registrada. Isso mostra o desespero do adversário. Esse rapaz que foi preso não é segurança do prefeito. Ele é funcionário da prefeitura, estava de folga e não tem ligação com o prefeito ou com a campanha. Ele já trabalhou em cargo comissionado no passado, mas isso não existe mais – revelou o advogado, enfatizando que “não temos necessidade de usar esse tipo de trabalho, porque estamos com 20% de vantagem sobre o adversário nessa disputa eleitoral”.

O coordenador de campanha do DEM, Jerônimo Dias, apresentou os panfletos que foram espalhados contra o prefeito José Luiz Antunes, e um vídeo de procedência não revelada, onde aparecem pessoas que seriam, supostamente, ligadas a campanha do vereador Reis, circulando pela cidade durante a madrugada. “Esse vídeo foi feito por populares. Ele mostra as pessoas que estão distribuindo esses papéis contra o prefeito”, acusou o coordenador, lembrando que “nós protocolamos um pedido de aumento de fiscalização da Justiça Eleitoral, já prevendo essas ações”.

Reis indignado

O candidato a prefeito Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis, esteve ao lado da sua vice, a deputada federal Solange Almeida, durante toda a manhã na Delegacia de Rio Bonito, enquanto aguardava a chegada do delegado José Pedro da Costa. Ambos estavam indignados com a situação e ao lado de centenas de correligionários e curiosos cobravam por Justiça. “Já mexeram com a integridade da minha família, agora atentam contra a vida do meu filho. Isso não pode acontecer. Assim já é demais”, desabafou o vereador, que esteve durante todo tempo acompanhado pela esposa Leila Dutra. “Mexer conosco tudo bem, mas atacar os nossos filhos é terrível”, disse Leila.

Movimento da madrugada

Um cabo eleitoral de Reis, que preferiu não se identificar, por medo de represálias, revelou que um grupo de eleitores do vereador se dividiu em cerca de oito carros, com o objetivo de verificar as placas que estavam sendo destruídas pelos adversários. Nos concentramos na Praça Fonseca Portela, por volta das 4h. “Cada carro foi para um bairro, mas durante todo o tempo éramos seguidos, por vários carros e uma moto. Na hora que a polícia pegou o motoqueiro nós paramos. Quando os policiais tiraram a toca ninja dele, reconhecemos que era um guarda municipal”, contou.

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